Por Keywison Lucas

Keywison Lucas é Especialista em Docência critica extinção dos Dias das Mães: “o patrimônio cultural da maioria é insultado”

Após a forte repercussão negativa da sociedade sobre a resolução da Secretaria Estadual de Educação do Tocantins, em substituir a comemoração do Dia das Mães pelo “Dia de quem cuida de mim” , mais um tocantinense se manifesta sobre o ato da SEDUC; desta vez, é Keywison Lucas, Bacharel em Direito e Especialista em Docência no Ensino Superior.

Segundo ele, proibir a comemoração dos Dias das Mães, é “um genocídio cultural” e ressaltou que, “não é certo um burocrata que não foi eleito pelo voto popular, como é o caso da Secretária de Educação, com base em canetada, jogar no lixo aquilo que foi construído ao longo da história, não de um grupo, mas de um país inteiro, sob um pretexto tão pueril e mentiroso criado em devaneios acadêmicos”, desabafou Lucas.

INCLUSÃO

Ele ainda abordou a questão da inclusão, que em sua visão, “não pode resultar na exclusão ou prejuízo dos valores da maioria, sob pena de gerar ainda mais preconceito e ressentimento”.

CRÍTICAS

Em consequência da decisão desastrosa da SEDUC, vereadores de Palmas emitiram Nota de Repúdio. O deputado Eli Borges reprovou a ação e disse que iria conversar com o Governador Mauro Carlesse. A psicóloga Marisa Lobo afirmou que o ato representa uma “desconstrução familiar”

Confira o texto na íntegra:

Um professor que cursou mestrado na UFT escreveu um artigo ao Portal Arnaldo Filho afirmando que foi acertada a decisão da SEDUC de proibir a comemoração do Dia das Mães e em seu lugar comemorar o “Dia de Quem Cuida de Mim”.

A justificativa seria a inclusão dos novos modelos de família, porém, sabemos o que sempre estar por trás dessas ações que parecem despretenciosas, mas que na verdade fazem parte de uma visão de mundo que querem implantar.

A questão é. Quem nos garante que o mundo será melhor depois que conseguirem implantar todos os pensamentos dessas ideias atípicas que nasceram em gabinetes universitários ?

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Um povo é bem mais que um amontoado de gente. Um povo tem uma história, tem seus valores, tem suas crenças e esses elementos vão formando nossa cultura que integra a nossa identidade e forma quem somos. Isso deve ser respeitado.

Nossa cultura é algo muito caro, que leva invariavelmente longos anos para se consolidar. Nossas histórias e memórias estão permeadas por elementos da nossa tradição e dos valores em que fomos criados, representados por diversas comemorações. O Dia das Mães faz parte deles. Proibi-lo é um genocídio cultural.

Não é certo um burocrata que não foi eleito pelo voto popular, como é o caso da Secretária de Educação, com base em canetada, jogar no lixo aquilo que foi construído ao longo da história, não de um grupo, mas de um país inteiro, sob um pretexto tão pueril e mentiroso criado em devaneios acadêmicos.

A proibição parte do pressuposto de que o Dia das Mães cria preconceito e exclui as famílias não-tradicionais. Mas o adoecimento mental dessa gente é tão profundo que pensam eles ser a eliminação das referências da família tradicional o caminho para inclusão das demais.

É como se dissessem “para não ofender uns, vamos acabar com os outros”. Nesse sentido, sob a desculpa de incluir as minorias, o patrimônio cultural da maioria é insultado.

A inclusão de uma minoria, não pode resultar na exclusão ou prejuízo dos valores da maioria, sob pena de gerar ainda mais preconceito e ressentimento. É exatamente isso que está gente está fazendo.

Não se pode incluir uns com a exclusão de outros, sob pena de ferir o princípio constitucional fundamental da igualdade.

Todos são iguais perante a lei, portanto, os meu valores valem tanto quanto o de qualquer outro, devendo ser igualmente protegido e resguardado tanto na esfera íntima como na esfera pública.

Fale-se tanto sobre o respeito a cultura e a diversidade. De fato, se respeitassem mesmo a diversidade teriam incluído uma comemoração, sem suprimir a outra. Isso seria lindo. Isso seria digno. Mas, não querem a inclusão das minorias, querem a supressão da maioria, porque ainda vivem a eterna e doente luta de classes de Marx.