Redação JM Notícia

Uma pesquisa inédita realizada pela Liga Humanista Secular do Brasil (LIHS) mostra que a maior parte dos dados apresentados sobre os crimes de homofobia no Brasil é falso.

Um grupo de pesquisadores, entre eles o geneticista Eli Vieira que é homossexual, analisou os números de mortes por homofobia divulgados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) em 2016 apontando 347 mortes de homossexuais.

Acontece que o estudo apurou cada uma das mortes apontadas e dentro do universo de 347 mortos, apenas 258 eram, de fato, homossexuais. Mas dentro desse número estavam mortes por suicídio, acidente de trânsito e até mesmo casos de fora do Brasil que foram usados para inflar os números.

“Dos 347 casos de 2016, excluímos 30 da análise por serem mortes no exterior, casos duplicados ou casos em que foi impossível recuperar as fontes. Dos que sobraram, 20 casos são suicídios”, diz o a pesquisa independente.

Casos de acidentes, afogamento, mortes em incêndio e overdose também foram descartados pelos pesquisadores do LIHS. No final, foi identificado que apenas 12% dos números apresentados foram realmente morte por homofobia; 49,2% dos casos foram inconclusivos e 38,8% não tinham ligação com crime de ódio.

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“Dos casos colhidos na imprensa pelo GGB, foi possível concordar somente que 31 casos foram mortes motivadas pela homofobia no Brasil. Isso significa que o relatório errou em 88% dos casos de homicídio, e que somente 9% dos dados totais para o ano de 2016 servem para fazer as conclusões que o grupo e a imprensa que o cita fazem”, conclui o estudo.