Com articulação de Maia, Coaf volta para o Ministério da Economia

Com a articulação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), o Plenário decidiu transferir o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública – que estava sob o comando do ex-juiz Sérgio Moro, para o Ministério da Economia.

Os deputados rejeitaram, por 228 votos a 210 e 4 abstenções, destaque do Podemos que pretendia retomar a redação original da MP e manter o Coaf sob responsabilidade de Moro. A transferência do Coaf para o ministério liderado por Paulo Guedes foi incluída pela comissão mista que analisou a MP.

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (Rodolfo Buhrer/La Imagem/Fotoarena/Folhapress)

A volta do Coaf para a pasta da Economia foi votada em um destaque apresentado ao relatório do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) sobre a medida provisória 870, que trata da reforma administrativa. Antes da apreciação das emendas ao texto, o plenário aprovou a manutenção da estrutura do governo Bolsonaro em 22 ministérios.

Como votaram os partidos

Orientaram votos para retirar o Coaf de Sérgio Moro os líderes de partidos de oposição (PT, PSOL, PCdoB, PSOL e PSB) e de siglas do chamado Centrão (PP, MDB, PTB, PRB, DEM, Solidariedade e PR).

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Encaminharam votos pela continuidade do órgão na pasta da Justiça e Segurança Pública os líderes de PSL, partido de Bolsonaro, PROS, Podemos, Cidadania, Novo e PV. Liberaram os deputados, diante de divergências internas, PSDB e PSD.

Derrota

Na prática, a votação foi uma derrota para o Governo Bolsonaro e para o juiz Sérgio Moro, que não tiveram votos suficientes para manter o Coaf no Ministério da Justiça e Segurança Pública