Da redação

Após carta do presidente Bolsonaro (PSL) aos senadores e uma manobra bem executada pelo seu líder no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), foi aprovada nesta noite a MP 870, que reduziu de 29 para 22 o número de ministérios – uma vitória para o governo, que também sai com uma derrota.

O Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sai do guarda-chuva de Sergio Moro (Justiça). O governo tinha pressa na aprovação desta MP, que perderia a validade, se não fosse aprovada, na segunda-feira (3).

Por isso, apesar de defender que o Coaf fosse mantido com Moro, o governo passou a fazer costuras inclusive com a oposição e pedir que o Senado não alterasse o texto enviado pela Câmara dos Deputados, que transfere o órgão para Ministério da Economia, de Paulo Guedes.

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O destino desse órgão, cuja atuação ganhou destaque em razão das investigações da Lava Jato, foi o principal ponto de divergência entre os senadores.

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Entusiastas da permanência do Coaf com o Ministério da Justiça, grupo que abrangia até mesmo correligionários do presidente, articulavam-se desde a semana passada para alterar o texto, apesar de o presidente Bolsonaro ter deixado claro que a prioridade era a aprovação da MP dentro do prazo. Preocupado com a possibilidade de a MP caducar, Bolsonaro buscou diálogo com os presidentes das duas Casas Legislativas -Davi Alcolumbre (DEM-AP), do Senado, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), da Câmara. Além disso, convenceu o líder de seu partido, Major Olímpio (PSL-SP), a desistir de manobrar para manter o Coaf com Moro.

(Com UOL)