Redação JM Notícia

As campanhas de Dia dos Namorados estão abrangendo casais formados por pessoas do mesmo sexo. Cada ano que passa, um número maior de empresas passam a fazer propagandas com casais de gays e lésbicas.

Este ano as Lojas Americanas patrocinou nas redes sociais anúncios com dois homens quase beijando com os dizeres “Pra quem ama dia dos namorados”.

A empresa não foi a única, a loja Riachuelo também está investindo na propaganda para casais homossexuais. Além de publicações patrocinadas, a empresa colocou em seu site várias fotos de formações diferentes de casais, incluindo casais com pessoas do mesmo sexo.

Além disso, a Riachuelo fez vídeos com três casais: uma casal de lésbicas, um casal interracial e um casal heterossexual de pessoas brancas.

Inclusão ou estratégia de vendas?

Outras marcas já mostraram suas posições em relação a homoafetividade e geraram grande repercussão nas redes sociais. Mas além de promover a “inclusão” desse grupo de pessoas, também há a intenção mercadológica por trás dessas ações.

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Segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), os casais homossexuais brasileiros têm, proporcionalmente, renda média mensal maior que a de casais heterossexuais.

A diferença salarial entre casais pode justificar o poder do grupo em atrair cada vez mais marcas a seu favor. Para se ter uma ideia, apenas 3,4% dos casais heterossexuais recebem de 5 a 10 salários mínimos, entre os casais homoafetivos essa porcentagem é de 9,55%.

Em relação a salários menores, de 1 a 2 salários mínimos, 25,14% são casais homossexuais e 10,56% são homossexuais. O mesmo acontece com o público de 2 a 5 salários mínimos onde 20,5% são homossexuais e 10,56% dos casais são heterossexuais.