Da redação

Bandeiras de arco-íris são vistas no Monumento Nacional Stonewall em foto de 4 de junho — Foto: Angela Weiss/AFP

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, proibiu que as embaixadas dos Estados Unidos exibam a bandeira arco-íris em seus mastros por ocasião do mês do Orgulho Gay, confirmou nesta segunda-feira (10) o departamento de Estado.

Pompeo, um cristão evangélico, já declarou que considera o casamento como a união entre um homem e uma mulher, mas que respeita seus funcionários independentemente de sua orientação sexual.

+ Professor cristão é eleito para a Academia Nacional de Ciências dos EUA

+ Nos EUA, Bolsonaro recebe prêmio e diz que Deus operou milagres na sua vida

“O secretário considera que no mastro (das embaixadas) deve tremular apenas a bandeira americana”, revelou a porta-voz do departamento de Estado Morgan Ortagus.

A funcionária destacou que os diplomatas no exterior poderão colocar a bandeira arco-íris em qualquer outro local da embaixada em junho, mês do orgulho LGBTI.

“O atual mês do Orgulho Gay é celebrado em todo o mundo por muitos funcionários do departamento de Estado”, recordou Ortagus.

A administração precedente, presidida pelo progressista Barack Obama, deixou que a bandeira arco-íris tremulasse nas embaixadas dos EUA sem restrições e ainda iluminou a Casa Branca com estas cores quando a Suprema Corte legalizou o casamento homossexual em todo o país, em 2015.

VEJA TAMBÉM
Trump diz que não vai permitir que transgêneros prestem serviço militar

A ordem de Pompeo provocou indignação entre os defensores dos direitos dos homossexuais: “em um momento no qual as comunidades LGTBQ são perseguidas em todo o mundo, esta decisão do departamento de Estado é um ataque descarado contra os direitos LGTBI”, disse o senador democrata Ed Markey.

(Com G1)