Da redação

Governador Ratinho Junior destacou a atuação social dos pastores e dos seus membros em favor dos mais humildes. Foto: Reprodução

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou nesta terça-feira (18), durante homenagem dos 100 anos da Convenção Batista Paranaense, a atuação social dos pastores e dos seus membros em favor dos mais humildes. Na mesma ocasião, em solenidade na Assembleia Legislativa, os Correios lançaram um selo comemorativo do centenário da instituição, que marca a reunião de cerca de 400 igrejas e 50 mil pessoas.

Para o governador, as comunidades religiosas como a Convenção Batista alcançam pessoas que até mesmo os poderes públicos estadual ou municipal têm dificuldades de atender. “As igrejas, de modo geral, enxergam os invisíveis”, disse Ratinho Junior. Segundo ele, as igrejas levam a palavra de Deus, mas também socialização, e encaminham as pessoas no caminho do bem. “Se tirássemos esse trabalho possivelmente as dificuldades do País seriam muito maiores”, afirmou.

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Ratinho Junior também destacou que a cerimônia em lembrança ao dia 10 de julho de 1919, quando cinco igrejas paranaenses e três catarinenses se uniram para formar a Convenção, foi um gesto de reconhecimento do Legislativo e do Executivo aos serviços prestados à sociedade. “A Igreja Batista tem a sua missão com o Evangelho, mas também um grande trabalho social atrelado, capaz de contagiar outras áreas sociais, e outras igrejas a colaborar nesse projeto”, acrescentou. O governador disse que o Paraná se coloca à disposição para colaborar com o que for preciso nesse trabalho e que as congregações devem ser conselheiras da administração pública.

Comemoração de 100 de Convenção Batista na Assembléia Legislativa do Paraná, com homenagem do Governador Carlos Massa Ratinho JuniorFoto Gilson Abreu

HOMENAGEM

A homenagem foi proposta pela deputada Cantora Mara Lima, líder da bancada evangélica. A parlamentar destacou na sua exposição que a Convenção Batista presta diversos trabalhos sociais em cidades pequenas, médias e grandes no Estado. “A Convenção da Igreja Batista é idônea. Trabalha a favor da comunidade espiritualmente falando e também na inclusão social. É uma parceira do Estado porque tem se voltado a favor do carente, do necessitado, mostrando o caminho do bem”, ressaltou.

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O pastor Geremias Corrêa Junior, presidente da instituição, disse que a CBP funciona como uma espécie de associação entre as igrejas, que permanecem autônomas, mas dentro de uma orientação voltada para o atendimento das comunidades. “As igrejas precisam ser relevantes nas cidades onde estão, atender as comunidades. Em Umuarama, fabricamos fraldas geriátricas para os idosos. Em Curitiba há um trabalho imenso contra a drogadição e no Litoral e em outras regiões trabalhamos na área esportiva com os jovens”, afirmou.

Helen Anne Butler Muralha, 94, filha do fundador da instituição, Guilherme Butler, também foi homenageada na Assembleia Legislativa. Segundo ela, antigamente a igreja olhava muito para si, mas hoje abraça a comunidade com sentido de levar os ensinamentos de Jesus Cristo. “Quando se é criança não se imagina o que o seu pai representa para as pessoas. Fiquei muito emocionada porque a homenagem reconhece a importância do trabalho, o que ele desenvolveu no Paraná”, afirmou.

SELO

O superintendente dos Correios no Paraná, Paulo Cezer Kremer dos Santos, também apresentou na cerimônia o selo comemorativo alusivo aos 100 anos da Convenção Batista Paranaense. Eles circularão nas correspondências das igrejas da denominação. A peça estampa o número 100 com elementos característicos do Estado, como a araucária e campos de plantação, além das formas da água, tradução visual do batismo Batista.

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HISTÓRIA

A história dos Batistas no Paraná começa com a primeira pregação do Evangelho feita por Samuel Pires de Melo, em setembro de 1902. Ele começou sua trajetória missionária em Santos (SP) e no começo do século 20 se mudou para Paranaguá.

Em 1910, Samuel procurou a Convenção Batista Nacional porque seu trabalho já congregava quatro igrejas litorâneas. Em 1919, essas comunidades paranaenses e três igrejas catarinenses se unem para formar a Convenção, que posteriormente viria a ser apenas do Paraná.

Segundo o pastor Nivaldo Aparecido Cavallari, 3° vice-presidente da CBP, o trabalho social começou na sua fundação, com milhões de pessoas atendidas ao longo do tempo. “Há relatos de que havia uma sala anexa na igreja em Paranaguá para uma escola para a população carente da cidade. Os estudos mostram que sempre houve na Convenção um olhar social e educacional. Ela nasceu assim”, explicou.

São cera de 400 igrejas em todo o Paraná. Na Grande Curitiba, cerca de 125 igrejas recebem apoio da Convenção para educação teológica por meio da Faculdade Batista e da Casa de Passagem para recuperação de dependentes químicos.

PRESENÇAS

Estiveram presentes na homenagem o desembargador Tito Campos de Paula, vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná; os deputados estaduais Gilson de Souza, Alexandre Amaro, Jonas Guimarães, Coronel Lee e Soldado Adriano José; e os pastores Paschoal Piragine Jr, da Primeira Igreja Batista (PIB), e Roberto Silvado, ex-presidente da Convenção Batista Brasileira.

(Com AEN)