Da redação

Flordelis diz, durante coletiva, que confia no andamento das investigações — Foto: Nicolás Satriano/ G1

A deputada federal Flordelis (PSD) concedeu uma entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (25), na Barra da Tijuca, para falar sobre o assassinato do marido, Anderson do Carmo, morto no domingo (16). Na ocasião, ela defendeu os filhos Lucas e Flávio, presos suspeitos pelo crime.

“Não sei quem são os responsáveis ainda. Não tivemos resposta. Ninguém pode afirmar que foram os meus filhos. Eu quero que seja algo esclarecido o mais rápido possível”, disse ela, que acrescentou dizendo que vai confiar no andamento das investigações.

Flordelis pediu ainda que seus filhos não sejam rotulados.

“É questão de confiar no andamento das coisas. Se for provado que foram os meus filhos, eu quero saber o porquê. Nós estávamos vivendo um momento de harmonia na nossa casa. Eu preciso da resposta, do motivo. Se foi um dos meus filhos, eu quero que ele seja punido. Porque eu não perdi um marido, perdi um parceiro, um amigo. Eu quero justiça”.

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Possível traição do marido

Questionada sobre uma possível traição do marido, Flordelis disse não acreditar nessa hipótese: “É quase impossível que o meu marido estivesse me traindo. Eu não acredito nessa hipótese. Nós tínhamos uma convivência de muita confiança. Nós éramos amigos, éramos parceiros”.

Ela ainda fez questão de dizer que era acompanhada por ele em todos os lugares. “Meu marido ia comigo pra Brasília, inclusive. Ele não ia só à Câmara, eu pedi ao Rodrigo Maia que autorizasse o meu marido dentro do plenário. Para que ele me deixasse mais segura. Fui atendida pelo Rodrigo Maia, agradeço de coração. O meu marido estava sempre presente. Nas viagens, nós sempre estávamos juntos”, ressaltou.

“A mulher quando é traída, ela desconfia”, acrescentou.

Anderson, segundo a deputada, era o responsável por articular as coisas para ela, como parcerias políticas e profissionais.

“Ele articulava todas as coisas pra mim. Toda articulação foi ele. Foi bater de porta em porta, foi nas igrejas pedir apoio, orações. Todas as outras articulações, parcerias políticas, tudo isso foi feito por ele. Meu marido era uma pessoa muito importante na minha vida”, reforçou.

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(Com G1)

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