Da redação

Lucena, que é pastor da Igreja O Brasil para Cristo, levou uma Bíblia de presente a Bolsonaro. Foto: Reprodução

“Estou muito animado. Acredito que todo o esforço que estamos fazendo para termos um Brasil melhor, mais organizado, mais eficiente e que vença a corrupção, será recompensado.” A fala, bastante otimista, é do deputado federal Roberto de Lucena (PODEMOS/SP), ao sair de uma audiência com o presidente da República, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (2).

Lucena, que apoia a Reforma da Previdência, teceu algumas considerações quanto à aprovação da medida por parte do Congresso. “Disse ao presidente que a Reforma da Previdência, que apoio, não resolverá sozinha o problema do déficit e do desequilíbrio fiscal. A dívida pública, que precisa de auditoria, abocanha a maior parte do bolo orçamentário, e não foi incluída na PEC do teto de gastos”, afirmou.

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Vice presidente da Frente Parlamentar Evangélica, ele reforçou, ainda, que a Reforma precisa ser justa. “A Reforma é necessária e urgente, pois precisamos garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário no futuro, mas ela precisa ser justa com os trabalhadores, com os idosos e as pessoas mais pobres”, ponderou.

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O deputado afirmou que o ideal seria que a Reforma pudesse ser feita numa transição menos agressiva. “Podemos buscar soluções complementares”, disse. Recentemente, Lucena sugeriu ao governo um estudo de viabilidade sobre criação de um fundo de investimento lastreado pelo patrimônio imobiliário pertencente ao INSS.

 “São 50 mil imóveis, estimados em cerca de 650 bilhões de reais, em valores não atualizados. Não era possível compreender que fosse feita uma Reforma, que em qualquer tempo seria amarga, sem que fôssemos  mais objetivos e efetivos na cobrança dos grandes devedores da Previdência, dentre os quais grandes grupos econômicos, instituições financeiras, por exemplo. O atual Governo e o Congresso corajosamente definiram medidas para corrigir isso, que eu considerava uma distorção”, explicou Lucena.

Emprego deve ser agenda do dia

O deputado, que tem atuação forte na defesa dos trabalhadores, mostrou-se também preocupado com os altos índices de desemprego, e sugeriu a Bolsonaro uma agenda prioritária para a questão.

“A recuperação do emprego, a recolocação de 14 milhões de desempregados nominais e mais de 20 milhões de desalentados devem ser a nossa agenda do dia. E nisso os setores da construção civil e de serviços, onde também está a poderosa indústria do turismo, podem muito ajudar”, afirmou.

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O parlamentar entregou a Bolsonaro uma carta pessoal, na qual fez considerações a respeito dos sete meses de governo, além de sugerir uma série de medidas que considera essenciais para o avanço do País, nas áreas econômica, ambiental, no combate à corrupção e na defesa dos idosos.

Ao sair da reunião, Lucena afirmou estar muito bem impressionado com o entusiasmo de Bolsonaro. “O presidente se mostrou muito firme e entusiasmado, e comentou comigo sobre as conquistas mais recentes, em sua viagem ao Japão, na reunião do G-20, quando ele conseguiu desatar todos os nós para que nós pudéssemos fazer esse entendimento entre o Mercosul e a Comunidade Europeia. Foi, realmente um grande trabalho do presidente e de sua equipe, e isso significa um grande avanço para o País”, avaliou. 

Lucena, que é pastor da Igreja O Brasil para Cristo, levou uma Bíblia de presente a Bolsonaro. “Enquanto o presidente estiver conduzindo seu mandato guiado pelo caminho do bem, pelos interesses do povo brasileiro, com o coração humilde, querendo acertar, honrando a família e temendo a Deus, contará com nosso total apoio e com nossas orações”, finalizou o deputado.