Da redação

Ana Lucia da Silva Cardoso vivia na localidade de Limeira e recebeu a notícia falsa pelas redes sociais — Foto: Reprodução/ TV Gazeta
Ana Lucia da Silva Cardoso vivia na localidade de Limeira e recebeu a notícia falsa pelas redes sociais — Foto: Reprodução/ TV Gazeta

Uma mulher de 47 anos morreu, depois de receber uma falsa notícia de um ataque à escola onde o filho dela estuda em Anchieta, no Espírito Santo. Ana Lucia da Silva Cardoso vivia na localidade de Limeira e recebeu a notícia falsa pelas redes sociais.

O mulher ficou sabendo do suposto ataque à escola Estadual Coronel Gomes de Oliveira quando estava no posto de saúde buscando remédio para a filha. Ela ficou muito nervosa por saber que o outro filho estava no local e foi para casa. O marido dela conta que tentou acalmá-la e disse que ia fazer uma oração.

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Depois disso, ela foi na casa de uma vizinha que também tem um filho estudando na escola e estaria passando mal com a notícia.

A amiga dela tinha recebido uma ligação do filho que também estuda na escola e foi informada que as aulas aconteciam normalmente, mas que estava preocupado e na dúvida preferia ir para casa.

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Ana Lúcia já tinha hipertensão. Segundo relato da amiga, ela pediu um copo de água para se acalmar, mas quando levantou de onde estava sentada infartou e acabou morrendo no local.

Na mensagem espalhada para pais e alunos da comunidade diz que o objetivo era “destruir o prédio, mas se os alunos fossem, iria ter sangue”.

Mensagem informando sobre ataque foi repassado para pais, no ES  — Foto: Divulgação/ Facebook
Mensagem informando sobre ataque foi repassado para pais, no ES — Foto: Divulgação/ Facebook

Velório e enterro

Ana Lucia foi velada na noite de terça e amigos e familiares prestaram as últimas homenagens para a mulher. Ela era muito querida na localidade e deixa dois filhos e marido.

O corpo será enterrado nas quarta-feira (3), às 11h, no cemitério do Jabaquara, em Anchieta.

Secretaria de Educação

A secretaria de Estado da Educação (Sedu) informou que o caso da postagem está sendo monitorado pela patrulha escolar e que todas as providências estão sendo tomadas. A direção da unidade de ensino esclareceu que as aulas foram realizadas normalmente.

Polícia Civil

A polícia disse que investiga todos os casos formalizados nas delegacias e orienta que as vítimas desse tipo de caso registrem a ocorrência em qualquer delegacia.

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Com G1