Da redação

O registo próprio implicará um endurecimento político e financeiro para membros do Hezbollah em território argentino.

Argentina declarará oficialmente o Hezbollah, apoiado pelo Irã, como uma organização terrorista por ter cometido ataques mortais contra a embaixada israelense e um Centro Comunitário Judaico chamado de Associação Mútua Israelita Argentina (AMIA), em 1994.

O jornal argentino La Nación informou que o presidente Mauricio Macri se encontrará com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, na próxima terça-feira para discutir a decisão, que vem após um pedido formal dos Estados Unidos e Israel.

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Pompeo também estará presente para participar da cúpula ministerial antiterrorismo do Hemisfério Ocidental organizada pela Argentina em 19 de julho.

A designação significa que o governo Macri colocará restrições políticas e econômicas significativas aos membros do Hezbollah em solo argentino.

“Estamos avaliando diferentes possibilidades. Uma delas é aprovar um decreto”, disseram ao La Nación fontes do Ministério da Segurança e da Unidade de Inteligência Financeira O presidente Mauricio Macri quer que seu governo encontre a solução “mais rápida” para acrescentar o Hezbollah à lista oficial de organizações terroristas da Argentina.

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“Não temos maioria no Parlamento e levaria muito tempo para aprovar uma lei”, disseram fontes do governo ao La Nación.

A Argentina está a poucos dias de comemorar o 25º aniversário do bombardeio de 18 de julho do Centro Comunitário Judaico da AMIA. O Hezbollah matou 85 pessoas e feriu outras 300.