Da redação

Polícia investiga esquema de propina na Câmara de Augustinópolis — Foto: Lucas Ferreira/ TV Anhanguera

A Justiça negou o pedido do Ministério Público Estadual para um novo afastamento dos 10 vereadores suspeitos de receber propina para aprovar projetos da prefeitura em Augustinópolis, no norte do estado. Apenas Edvan Neves da Conceição vai seguir afastado porque teria ameaçado de morte outro parlamentar.

Com a decisão, Antônio Barbosa Sousa, Antônio José Queiroz dos Santos, Antônio Silva Feitosa, Francinildo Lopes Soares, Marcos Pereira de Alencar, Maria Luísa de Jesus do Nascimento, Ozeas Gomes Teixeira, Wagner Mariano Uchôa Lima e Ângela Maria Silva Araújo de Oliveira podem voltar ao trabalho.

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O grupo foi alvo da operação Perfídia, da Polícia Civil, em janeiro. Eles chegaram a ser presos, mas foram soltos. O escândalo levou a pedidos de cassação dos 10 vereadores e do prefeito da cidade, Júlio da Silva Oliveira (PRB). Os processos foram invalidados porque a Justiça entendeu que eles não poderiam ser conduzidos pelos suplentes, que tinham interesse próprio no caso.

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O juiz Jefferson David Asevedo Ramos entendeu que “não foram apresentados elementos concretos capazes de fundamentar a necessidade de prorrogação do afastamento cautelar ou mesmo o deferimento originário do afastamento cautelar”. O magistrado é o mesmo que suspendeu os processos de cassação.

Para a Polícia Civil, o o esquema movimentava cerca de R$ 40 mil por mês. O caso ficou conhecido como ‘mensalinho’ e continua em andamento da Justiça.

(G1 TO)