Da redação

O antagonismo étnico é um dos principais motores de perseguição para os cristãos indígenas da América Latina. Líderes indígenas percebem os cristãos entre seus povos como uma “ameaça” à sua cultura e tradições religiosas.

Endossados pelas autoridades locais, eles excluem os cristãos dos serviços sociais básicos, assediam ou atacam famílias cristãs.

O México e a Colômbia são os dois países da América Latina que estão na Lista Mundial da Perseguição (respectivamente 39º e 47º lugares), que classifica os 50 países que mais perseguem os cristãos no mundo.

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Por não concordarem em pagar taxas para festividades religiosas, famílias são proibidas de matricular seus filhos em escola mexicana. Um grupo de famílias cristãs em Huejutla, no estado mexicano de Hidalgo, está exigindo mais uma vez o acesso à educação para seus filhos. Um ano atrás, eles foram impedidos de entrar na escola local.

Em agosto de 2018, as crianças – 33 no total – todas em idade escolar e pertencentes a 25 famílias cristãs, não foram autorizadas a entrar na escola porque suas famílias não pagaram as taxas para as autoridades locais pelas festividades católicas em sua comunidade.

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Na época, a Portas Abertas no México facilitou o diálogo entre as famílias cristãs e os líderes locais, mas nenhum acordo foi alcançado. O vice-secretário do governo na região de Huasteca se ofereceu para pagar as multas impostas ao grupo de famílias, mas a oferta foi recusada pelos cristãos porque alegavam que os líderes indígenas locais não podiam forçá-los a participar de rituais católicos que eles não concordam.

Quase um ano se passou e agora o líder desse grupo de cristãos está pedindo à Portas Abertas no México que intervenha para tentar mais uma vez chegar a um acordo com as autoridades do Estado. Eles estão pedindo que seus filhos sejam transferidos para outra escola, pois os líderes indígenas descartaram qualquer possibilidade de tê-los de volta na escola local. Durante o ano passado, as crianças não participaram uma educação formal. Um grupo de jovens voluntários cristãos os ensina em suas próprias casas de maneira informal.

Já na Colômbia, em julho do ano passado, as autoridades indígenas expulsaram os pastores da comunidade Emberá Katíoc, em Córdoba, no nordeste da Colômbia, porque eles não queriam que continuassem trabalhando lá.

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Cerca de 3,4% da população colombiana se considera indígena, segundo o censo geral de 2005. Cerca de 0,7% se identificam como Wounaan. Os missionários que chegaram ao Wounaam na década de 1970 foram inicialmente bem recebidos. Na década de 1990, no entanto, as autoridades indígenas se opuseram fortemente à expansão do cristianismo, proibindo a presença dos missionários e expulsando os cristãos. Vários pastores de Wounaan suportaram tentativas de assassinato, expulsões e total exclusão das comunidades. Em dezembro de 2018, um líder cristão recebeu ameaças de morte. Em janeiro, os cristãos da comunidade Wounaan foram expulsos de seus empregos e ameaçados de morte, disseram fontes locais à Portas Abertas.

A história por trás da imagem

A história desta imagem é de Julia María Cruz. Esse é seu grito para que Deus sensibilize o coração das autoridades no Governo de Chiapas, México. Tirada em 31 de outubro, durante uma marcha de 1.200 cristãos, que exigiam o retorno imediato de centenas de indígenas deslocados para suas comunidades. Julia María e sua família são Tzotzil da comunidade Chili, na província de Huixtan.