Deputado Eli Borges faz mais um discurso radical contra o PL 3369

Parlamentar tocantinense chegou a rasgar o projeto que gerou muita polêmica esta semana

Redação JM Notícia

O deputado federal Eli Borges (SD-TO) esteve na sessão Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) nesta quarta-feira (21) onde foi discutido o projeto de lei 3369/2015, de autoria do deputado Orlando Silva (PCdoB).

Acompanhado de outros deputados da Frente Parlamentar Evangélica, como o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) e Pastor Marco Feliciano (Pode-SP), Eli Borges fez um enfrentamento ao texto, chegando a rasgá-lo para mostrar seu descontentamento.

Na visão do parlamentar, o texto da forma como foi redigido abre espaço para várias interpretações, por isso não deve ser levado adiante. Orlando Silva esteve presente na sessão e tentou se justificar, dizendo que seu projeto queria apenas classificar as novas formações familiares, sem isso signifique relações sexuais.

Eli Borges contestou a explicação, disse que é claro no texto. “Não há o que se discutir, eu não gosto desse gesto, mas este projeto aqui tem que ser rasgado”, disse.

O deputado ainda se colocou contra a expressão “se baseiam no amor”, como está no texto, dizendo que é em nome desse “amor” que estão se levantando contra os cristãos neste país. “Em nome do amor, desenvolveu neste país a verbalização excessiva da cristofobia”, completou dizendo que há um número grande de pessoas processando cristãos que defendem a família tradicional.

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Os parlamentares pedem que o projeto seja retirado. “Eu expresso aqui a minha indignação. Respeito o deputado Orlando, mas não respeito o texto que está aqui que abre uma verdadeira aberração na história brasileira”, completou.

Em entrevista ao JM Notícia, o deputado Eli Borges explicou que o projeto foi pautado na terça-feira da semana passada. Por um pedido seu, a votação do relatório foi adiada e remarcada para esta terça, dia que ele se pronunciou na tribuna da Câmara criticando o texto, sendo acompanhado pelo deputado Otoni de Paula (PSC-RJ).

Nesta quarta o projeto não estava em pauta, mas os parlamentares membros da comissão fizeram questão de discuti-lo. Além desse processo, há outros dois que tratam de temas como ideologia de gênero que estão para serem debatidos na CDHM.

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