Da redação

“Não reconhecemos nenhuma destas acusações que foram julgadas pelo TRE” , disse o prefeito Tércio Melquíades. Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) concluiu o julgamento da Ação de investigação Judicial Eleitoral e cassou, na sessão desta segunda-feira, 9, os mandatos do prefeito de Lajeado Tércio Melquiades (PSD) e do vice Gilberto Borges (PSC). O órgão determinou que novas eleições sejam realizadas na cidade, que está localizada a 56 km de Palmas.

No pleno do TRE, a votação foi de seis votos favoráveis à ação e um contra. O pleno também declarou a inelegibilidade e multa do vereador eleito, Adão Tavares (PTN) e ainda cassou os diplomas, declarando a inelegibilidade e multa, dos suplentes a vereador Thiago Pereira da Silva (PCdoB), Nilton Soares de Sousa (PSD), Ananias Pereira da Silva Neto (PPS), Manoel das Neves Sousa Correa (PROS) e por fim condenar às sanções de inelegibilidade e multa a exprefeita Márcia da Costa Reis Carvalho.

Conforme o advogado que atua no caso, Leandro Manzano, a conduta da ex-prefeita possuiu a nítida finalidade de benefício ao atual prefeito e vários candidatos a vereador. “O que atingiu a normalidade, legitimidade e igualdade nas eleições de 2016, pois foi totalmente viciada, isso devido ao abuso de poder político e econômico, captação ilícita de sufrágio e condutadas vedadas aos agentes públicos, o que foi devidamente reconhecido e punido pela Justiça Eleitoral”, completa.

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A ação foi promovida pelo segundo colocado nas eleições de Lajeado de 2016, Antônio Luiz Bandeira Júnior (PSB). O documento cita sobre abuso de poder político e compra de votos.

O prefeito Tércio Melquiades disse que está reunido com sua defesa, o advogado Solano Donato, nesta segunda-feira, para discutir o recurso que será apresentado. Ele afirmou que irá entrar com embargos de declaração no Tocantins e em Brasília.

(Com Jornal do Tocantins)