Da redação

Ministra foi alvo de intolerância religiosa por parte de juiza. Foto: Agência Brasil/Valter Campanato

A juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, Elinay Melo, atacou a igreja evangélica durante uma entrevista divulgada pela Agência Pública, nesta terça-feira (24). A magistrada, que falava sobre casos de exploração sexual infantil em Marajó, no Pará, afirmou que a instalação de igrejas é uma “desgraça”.

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– Nesses lugares do Marajó em que a gente vê uma ausência total do Estado, se ela (Damares) botar uma igreja evangélica em cada lugar, vai dar uma desgraça – declarou.

Elinay usou o espaço para atacar a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, por conta de uma declaração em que a ministra sugeriu a criação de empregos no Marajó através da criação de fábrica de calcinhas, uma demanda que foi feita pelos próprios moradores por conta dos crescentes casos de abuso de menores.

A magistrada também defendeu os governos do PT e do PSDB, e atacou o PSL, ao dizer que durante a atuação das duas primeiras legendas à frente dos governos federal e estadual, o combate ao trabalho escravo funcionava de forma mais eficiente.

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– A Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, que é nacional, começou no governo Lula, e teve uma boa atuação até o governo Dilma. Aqui no Pará, o governo era do PSDB, a comissão funcionava dentro da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e tinha uma boa atuação. Mas agora o governo do estado foi pro MDB, que deu a secretaria para o PSL. A secretaria está morta, a gente não ouve mais falar de nada – finalizou.

Damares respondeu

No Twitter, a ministra declarou como intolerante a atitude da magistrada.