O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, participa da cerimônia de abertura do encontro empresarial Brasil-Israel, em Jerusalém.

Benjamin Netanyahu, Primeiro-ministro de Israel, ganhou o direito para tentar formar um governo de coalizão. O anúncio foi nesta quarta-feira, 25, no gabinete do presidente de Israel Reuven Rivlin.

Netanyahu fez o pedido público depois de aceitar a indicação do presidente Reuven Rivlin para liderar as negociações de um novo governo, após as eleições legislativas da semana passada. Ambas as partes, entretanto, parecem bastante distanciadas, inclusive sobre quem deveria liderar um eventual governo de coalizão.

Ao escolher Netanyahu em detrimento de Gantz, do partido Azul e Branco, Rivlinm ofereceu ao atual premiê uma nova chance de prorrogar sua longa carreira política, apesar das acusações de corrupção que enfrenta no país.

As eleições de 17 de setembro foram inconclusivas e nenhum dos partidos conquistou maioria no Knesset, o Parlamento israelense. Em situações como essa, é dever do presidente consultar os representantes de todos os partidos para determinar qual liderança tem maiores chances de formar um governo de coalizão.

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Após consultas na semana passada, Rivlinm se encontrou com Netanyahu e Gantz na segunda-feira 23 para apoiar a formação de um governo de unidade entre as legendas Azul e Branco e Likud, do atual primeiro-ministro.

Mas, diante da falta de consenso entre os dois partidos após uma reunião nesta quarta, o presidente decidiu dar o direito de tentar negociar uma coalizão a Netanyahu. O premiê tem agora quatro semanas para formar seu governo.

Segundo Rivlinm, o atual premiê “tem mais chances” de formar um governo, pois recebeu o apoio de 55 parlamentares durante as consultas. Gantz recebeu o apoio de 54 membros.

“Minha incapacidade de formar um governo é um pouco menor do que a de Gantz”, disse Netanyahu ao aceitar a tarefa, ao lado do presidente.

Gantz e Netanyahu vem discordando sobre quem deveria presidir o governo no caso de um governo de unidade. Nesta quarta, Bibi defendeu que uma “liderança conjunta” seria possível, indicando uma rotação no cargo de premiê, mas defendeu uma resolução rápida para “não arrastar o processo”.

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O líder do Azul e Branco, contudo, já afirmou em diversas ocasiões que não participará de uma coalizão que tenha Netanyahu como primeiro-ministro em algum momento. Com informações Veja