Da redação

No total, 337 inquéritos de crimes de homicídios, que estavam em Delegacias Circunscricionais de Araguaína, foram remetidos a DHPP e agora estão em andamento. 


Uma força-tarefa para combater a criminalidade e dar celeridade à investigações de processos de crimes de homicídios em Araguaína está em andamento desde o início dessa semana.  A força-tarefa está sendo coordenada pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) da Polícia Civil

Ao todo, 20 policiais estão participando da força tarefa. São delegados, agentes e escrivães oriundos de Palmas, da 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), da Delegacia de Repressão a Roubos (DRR), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), e da Divisão de Repressão a Narcóticos (DENARC). A força-tarefa conta ainda com suporte da unidade de elite da Polícia Civil, o Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE), unidade de elite.

No total, 337 inquéritos de crimes de homicídios, que estavam em Delegacias Circunscricionais de Araguaína, foram remetidos a DHPP e agora estão em andamento. Assim, nesta semana, estão sendo realizadas, entre outros procedimentos, diligências e mandados de busca e apreensão com ordem judicial.

Sobre as ações em Araguaína, o diretor da Dracco, Evaldo de Oliveira Gomes, informa que a força-tarefa está inclusa na primeira etapa do projeto “Deslinde”, que significa esclarecimento. Ele explica que o projeto está em consonância com o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social, que tem entre seus objetivos a redução dos homicídios e de outros crimes violentos e letais. “De igual modo, o projeto também está em sintonia com o Plano Estadual de Segurança Pública e Defesa Social do Tocantins (PESSE), o qual tem como estratégia para o alcance do referido objetivo a execução de forças-tarefas de investigação de homicídios, crime organizado, bem como delitos de grande incidência criminal”, reforçou o diretor. 

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Apreensões

Durante as ações da força-tarefa, os policiais civis localizaram uma arma de fogo, calibre 32 e uma motocicleta roubada nas residências de B.N.C.L. e de M.C.N, que foram presos em flagrante e interrogados por suspeita de participação no homicídio de uma das vítimas mortas no fim de semana passado.
 
Em continuação aos trabalhos, os agentes localizaram e apreenderam um veículo Fiat/Uno, utilizado no homicídio de P.H.S.A. Nos dias seguintes, outros dois veículos que estavam sendo empregados em crimes contra a vida foram localizados e restituídos aos proprietários, pois haviam sido roubados para serem utilizados nos delitos. 

GOTE

Durante toda a semana, equipes do GOTE efetuaram abordagens em áreas com alto índice de crime. Após a deflagração das ações policiais não foram registrados novos homicídios, em Araguaína, sendo importante registrar que, mesmo com os cinco casos ocorridos em datas próximas, setembro de 2019 registra uma queda de 40% nos assassinatos, se comparados com mesmo mês do ano anterior. As investigações continuam na 2ª DHPP para desvendar a autoria e a motivação dos demais crimes, levando os responsáveis ao devido julgamento.

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A força-tarefa é uma ação coordenada pela DRACCO com apoio e suporte da Delegacia-Geral da Polícia Civil, por meio da delegada Raimunda Bezerra de Souza, e já estava prevista para ocorrer em Araguaína. A DRACCO tem por finalidade dirigir, planejar, coordenar, controlar, avaliar e executar, em todo o território do Estado do Tocantins, as funções de Polícia Judiciária e as atividades de investigação criminal relativa à corrupção e ao crime organizado. 
Para o delegado Evaldo, a ação é de extrema importância e, além de dar uma pronta resposta a sociedade com relação aos últimos eventos ocorridos na cidade, e também destravar os inquéritos que estavam parados em delegacias da cidade de Araguaína e agora, poderão ser concluídos com o aumento do efetivo de policiais civis trabalhando nesses casos. 

“Além do trabalho técnico na resolução dos casos, também pretendemos restaurar a sensação de paz e de segurança na comunidade de Araguaína. Nessa primeira fase, além de alavancar os casos mais antigos, pretendemos identificar os suspeitos pelos crimes que ainda estavam sem autoria definida”, ressaltou o delegado.