Redação JM Notícia

Diante do aumento do número de suicídios entre evangélicos, é hora da Igreja começar a tratar o assunto com seriedade, como analisa Marcos Quaresma, missionário da Sepal, psicólogo em formação, mestre em aconselhamento pastoral e especialista em psicopedagogia.

“O suicídio é um assunto que não pode passar despercebido pela igreja”, declarou o missionário para o site da Sepal. Ele cita alguns exemplos da Bíblia para dizer que é possível sim que pessoas próximas a Deus cometam tal ato.

“A questão, porém, tem de ser abordada com precaução, evitando o sensacionalismo que pode provocar o efeito contrário”, completou.

Para Quaresma, que também é coautor do livro “Uma família saudável”, capelão empresarial e membro do Eirene do Brasil, associação internacional que atua em favor do desenvolvimento, fortalecimento e defesa da saúde integral das famílias, a igreja deve estar atenta à sua postura diante do suicídio, não julgar a pessoa que se matou e não fazer previsões sobre seu destino eterno.

“Outro ponto importante é oferecer assistência à família da vítima, estendendo-lhe a mão para superar o trauma e a dor”, declara ele.

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Quaresma pede para que as pessoas fiquem atentas ao comportamento depressivo em quem está a sua volta. Isolamento, manifestação do desejo de morrer, desilusão com a vida, compra de arma, compra de corda são alguns sinais de que pessoa pode estar pensando em tirar a própria vida.

Pensamentos suicidas devem ser tratados adequadamente. Por isso, é importante que a pessoa com tendência suicida busque ajuda imediata para sanar a sua dor: seja entre os parentes, amigos, líderes religiosos, psicólogos ou psiquiatras.

“O suicídio possui três passos: o pensamento ou ideação suicida, o planejamento e a tentativa/execução. Quando a pessoa busca apoio em Deus e nas pessoas para curar a sua aflição, pode evitar os passos seguintes” comenta o pastor que é autor do artigo “Suicídio de pastores e líderes: uma reflexão necessária”, publicado no site da Sepal.

“A vida possui altos e baixos, e isso é inevitável. Entretanto, é importante possuir esperança de dias melhores. Eles poderão vir se tirarmos os olhos da solidão e percebermos que ao nosso redor existe uma rede de pessoas dispostas a nos ajudar. Portanto, acredite!”, afirma Quaresma.