Da redação

Internos estudam a Bíblia durante o banho de sol (Foto André Azevedo)

A sede administrativa da Igreja Adventista para a região de Brasília e entorno (Associação Planalto Central) criou o Ministério Carcerário e tem tem atendido mais de 16 mil presos em unidades prisionais. Ao todo, 12 presídios no Distrito Federal e região são contemplados. Semanalmente, 195 capelães atuam nessas unidades e visitam os parentes daqueles que estão encarcerados.

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“Levamos Jesus para eles. Também preparamos a família para que quando retornem para casa, encontrem um lar diferente, de paz e amor”, explica o diretor do Ministério Carcerário, Jeconias Neto.

Diversos voluntários participam das ações, como pastores, capelães, advogados, psicólogos, entre outros. Cada um auxilia de forma específica. Durante as visitas, eles conversam e utilizam histórias da Bíblia para proporcionar momentos de reflexão e mudanças na vida dos detentos, conta a igreja em seu site.

Também são oferecidos projetos de desenvolvimento social, como o “Página Virada”, que além de ajudar na diminuição da pena, estimula o hábito de leitura.

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O objetivo é diminuir a ociosidade dos presos, além de trazer novos rumos aos pensamentos por meio da leitura. “Funciona da seguinte maneira: a cada livro lido no período de 30 dias, eles fazem uma redação e precisam tirar no mínimo seis pontos. Assim, o preso tem quatro dias remidos. Por ano, ele consegue remir, pela leitura, 48 dias”, explica Guimarães.

Contribuição

Segundo dados atualizados do Banco de Monitoramento de Prisões, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em dois anos o número de pessoas encarceradas aumentou de 727 mil – quando o Brasil alcançou a terceira posição no ranking de maiores populações carcerárias do mundo – para 812 mil pessoas em regime fechado, semiaberto ou que cumprem pena em abrigos.

Com o crescente aumento de pessoas presas, tem se usado religião no processo de ressocialização e redução de taxas de reincidência no crime e para proporcionar melhor comportamento dos detentos.

O Ministério Carcerário também conseguiu a liberação para que a TV Novo Tempo, canal com conteúdo cristão voltado à família, fosse instalada em seis unidades prisionais de Brasília. Ao todo, 15 mil presos podem acompanhar a programação todos os dias. A intenção é ampliar essa conquista para todos os presídios.

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“O Ministério Carcerário é a Igreja Adventista acreditando que podemos transformar vidas e libertá-las, assim como libertou a minha vida e a de muitas pessoas que um dia estiveram presas. Livres das grades humanas, mas principalmente livre do pecado, e essa libertação só Cristo pode dar”, conclui Neto.