Ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU)

O ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU), que mandou o governo do presidente Jair Bolsonaro suspender nesta última terça-feira (8) a propaganda publicitária do pacote anticrime, já foi alvo de inquérito na Operação Lava Jato.

Em maio deste ano, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, determinou o arquivamento de suspeitas de caixa dois em relação a a Vital do Rêgo, que em 2010 foi senador da República pelo PMDB.

A parte da ação que envolve indícios de corrupção e lavagem de dinheiro, no entanto, foi encaminhada à Justiça Federal do Paraná.

Indicado à Corte de Contas pela ex-presidente Dilma Rousseff, Vital do Rêgo já foi alvo de mandados de busca e apreensão na Lava Jato.

Em delação à Justiça, o ex-senador do PT, Delcídio do Amaral, afirmou que Vital pediu propina para impedir convocações de empreiteiros na CPMI da Petrobras, em 2014.

Léo Pinheiro e outros executivos da OAS também confirmaram repasses.

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O executivo Gustavo Xavier Barreto, da Andrade Gutierrez, relatou que participou de um encontro com a presença do ministro em que ficou acertado que a CPMI não poderia “prejudicar as empreiteiras”.

Raquel Dodge, ex-PGR, anotou em manifestação enviada ao Supremo que “o repasse de valores espúrios a Vital do Rêgo, travestido de doação eleitoral oficial, foi usado para camuflar a real intenção das partes, tratando-se de nítido negócio simulado para encobrir a formalidade de transferência de recurso, que não era outro senão adimplir a vantagem indevida e viabilizar a blindagem da convocação dos executivos à CPI da Petrobras”.

O ministro nega todas as acusações. Com informações Conexão Política