Da redação JM

Everton Luiz Di Souza, o Fofoquito, venceu Valdemiro Santiago em primeira instância no processo que move contra o pastor pelo pagamento dos direitos autorais de uma música e pela direção e produção de um documentário biográfico do religioso, lançado em DVD. O réu foi condenado a pagar aproximadamente R$ 500 mil ao exrepórter do Fofocalizando, do SBT.

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Na sentença aplicada pelo juiz Daniel Serpentino foi estipulado o pagamento de R$ 153.846,15 de indenização por danos materiais e mais R$ 20 mil por danos morais. Como o processo foi aberto em 2011, Valdemiro terá que pagar a correção monetária e os juros moratórios retroativos em cima destes valores, que pelos cálculos da defesa do repórter chegará ao montante de R$ 500 mil.

Embora tenha saído vitorioso, Fofoquito irá recorrer da decisão do juiz. No processo inicial, ele pedia uma indenização de R$ 48 milhões, valor baseado nos cálculos feitos em cima das vendas e distribuição dos materiais que ele criou e executou, e pelos quais não foi remunerado.

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“Foi uma vitória, mas vamos questionar o juiz sobre os valores que ele estipulou. Ao nosso ver, não condizem com o que é de direito do meu cliente, uma vez que o réu lucrou alto com seu trabalho criativo e não o pagou por isso”, disse o advogado José Pereira Leal Junior ao Notícias da TV.

Everton Di Souza decidiu buscar seus direitos na Justiça por se sentir enganado e usado por Valdemiro Santiago, já que ele não mais fazia parte do quadro de funcionários da Igreja Mundial do Poder de Deus quando a música de sua autoria foi lançada em um CD da banda da igreja do pastor sem o seu consentimento.

Embora a decisão do juiz tenha sido publicada no Diário Oficial em 3 de outubro, Fofoquito tomou conhecimento de sua vitória em 1º de outubro, mesmo dia em que foi demitido do SBT por conta de um processo de contenção de gastos do Grupo Silvio Santos, que tem afetado todos os setores das empresas.

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“Estava tão feliz com essa vitória que na hora em que fui notificado da minha demissão do SBT eu não consegui chorar e nem deixar de sorrir. Óbvio que estava muito chateado de deixar o Fofocalizando, eu adoro todo mundo de lá e amava o que fazia, mas só de saber que a Justiça reconheceu os meus direitos me deixou muito satisfeito”, disse Fofoquito.