Redação JM Notícia

Pastor John Piper

O pastor John Piper, da American Reformed Baptist, listou quatro razões para afirmar que sexo oral não é pecado, desde que feito dentro do casamento.

Ele falou sobre o tema em seu programa de podcast após ser questionado por um ouvinte. Piper, que é um dos principais teólogos reformados da atualidade, resolveu responder a questão dando motivos que o fazem não desaprovar o ato, uma vez que a Bíblia não fala abertamente sobre o tema.

“Eu vou dizer quais são e depois eu farei a seguinte pergunta: ‘Essas quatro coisas existem?’ Número 1, seria errado se fosse proibido na Bíblia. Número 2, seria errado se não fosse natural. Número 3, seria errado se causasse danos à saúde. E número 4, seria errado se fosse cruel. Então, vamos analisar uma de cada vez.”

Leia na íntegra o que ele ensinou sobre o assunto (tradução do site Voltemos ao Evangelho):

Número 1, eu não acredito que o sexo oral seja explicitamente proibido em e qualquer mandamento bíblico. Se for proibido pela Bíblia, terá que ser com base em algum princípio, não com base em um mandamento explícito.

Número 2, é uma prática que não é natural? Essa é complicada. As genitálias masculina e feminina são tão claramente feitas uma para a outra que há uma adequação ou beleza natural. E o sexo oral? Talvez isso faça você pular à conclusão de que não é natural. Mas eu não sou tão rápido para chegar nessa conclusão por causa do que Provérbios e Cantares de Salomão dizem sobre os seios de uma esposa. O que vou dizer é uma analogia, então reflita. Parece-me que não há nada mais natural do que um bebê aconchegado nos braços da mãe, mamando em seus seios. É para isso que servem os seios. Eles são projetados para amamentar os bebês.

Sendo assim, há algo que seja fisicamente natural sobre a fascinação de um marido pelos seios da sua esposa? Bem, talvez você diga: “Não, não é para isso que servem os seios”. Mas Provérbios 5:19 diz: “Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias”. E Cantares de Salomão 7:7-8 é ainda mais explícito. É dito sobre a mulher: “Esse teu porte é semelhante à palmeira, e os teus seios, a seus cachos. Dizia eu: subirei à palmeira, pegarei em seus ramos. Sejam os teus seios como os cachos da vide”.

Bem… Embora não exista muita correlação anatômica entre as mãos ou os lábios de um homem e os seios de sua esposa, realmente parece ser “natural” em outro sentido, a saber, no prazer e desejo inerente que Deus, em sua Palavra, parece recomendar para o nosso deleite no casamento.

Então, eu pergunto: Será que há desejos parecidos por sexo oral ou por outras formas de sexo? Sendo assim, eu não acho que devamos limitar o casal com base na ideia de que não é natural. É arriscado, mas essa é a minha posição sobre a questão de ser natural.

Número 3, causa danos à saúde? Bem, é possível que sim, caso houver doenças sexualmente transmissíveis, e é possível que seja praticado de maneiras que são prejudiciais. Então, o casal precisa ser muito honesto e cuidadoso, não assumindo riscos que carecem de amor, o que nos leva à quarta razão, a número 4.

É insensível? Eu acho que esse é o ponto mais sensível da questão e é o ponto que causa mais impacto. Você pressionará o seu cônjuge a fazer sexo oral se ele ou ela achar desagradável? Se você fizer isso, estará sendo insensível. É pecado ser insensível. Efésios 4:32: “Sede uns para com os outros benignos”. A palavra-chave aqui é “pressionar”. Eu sei que 1 Coríntios 7:4 diz: “A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher”, e o contexto dessa passagem é sobre sexo.

Então, na prática, o que isso significa? Bem, significa que tanto o marido quanto a mulher podem dizer um ao outro: “Eu gostaria de _____.” E os dois têm o direito de dizer: “Eu não gostaria de ____.” E em um bom casamento, em um casamento biblicamente belo, um busca ser mais benigno do que o outro. Então, esses são os princípios que eu acredito que devem servir de parâmetro para o casal cristão nessa questão do sexo oral.