Da redação JM

Fieis e populares querem a libertação do líder evangélico local, preso pela polícia após investigação contra ataques nas redes sociais à IURD

A prisão de um pastor da Igreja Universal em São Tomé e Príncipe, detido em setembro na Costa do Marfim, desencadeou uma série de protestos de fieis e populares contra a igreja naquele país. Eles querem a libertação do líder evangélico, detido pela polícia após investigação contra ataques nas redes sociais à IURD.

Nesta quarta-feira (16/10) os protestos se intensificaram com a participação de centenas de populares e, segundo o site local houve a morte de um jovem menor de idade. Segundo o diretor do hospital Ayres de Menezes, na capital são-tomense, a vítima mortal é um “adolescente entre os 15 e os 17 anos”. Os manifestantes atribuem a morte do jovem à polícia.

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Tudo devido à detenção há mais de dois meses na Costa do Marfim, do cidadão são-tomense Uidimilo Veloso, pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, condenado a um ano de prisão, por por denúncias com perfil falso na rede social Facebook de alegada difamação e calúnias contra a IURD. Noticiou o São Tomé e Príncipe.

“Queremos o nosso pastor” e “o povo deu, o povo tirou”, gritavam os manifestantes, que queimaram viaturas e pneus e atiraram pedras contra o edifício e contra a polícia, que respondeu com gás lacrimogéneo e tiros para o ar.

IURD se manifesta

Por meio de seu departamento de comunicação, a Unicom, a igreja disse que os ataques tiveram início após uma onda de desinformação tomar conta do país africano, com a prisão de um pastor pelas autoridades de Costa do Marfim.

Desde 2018, a Universal costa-marfinense vinha sofrendo agressões pelas redes sociais, com perfis anônimos espalhando ameaças, mentiras absurdas e calúnias sobre os oficiais da igreja e contra a própria instituição. Em abril, a Polícia Judiciária da Costa do Marfim foi acionada, para que os autores dos crimes fossem identificados e os ataques fossem interrompidos, dentro do que define a Lei de Cybercrime daquele país, explica.

De acordo com o Bispo Gonçalves da Costa, responsável pela Universal nos países africanos de língua portuguesa, “depois de um período de investigação, a polícia identificou quem estava por trás daqueles perfis falsos: um pastor da própria Igreja Universal, um oficial são-tomense que atuava na Costa do Marfim”, continua a nota.

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“Quando soubemos que era o pastor o autor dos crimes, ficamos realmente decepcionados. Jamais esperávamos por isso. Nós não entramos com ação contra nenhum pastor, nós não mandamos prender nenhum pastor. Foi a polícia, a Justiça da Costa do Marfim que investigou, abriu o processo e determinou a prisão dele”, explicou o Bispo Gonçalves.

Ainda segundo a IURD, depois de ser detido em 11/9 pela Justiça costa-marfinense, o pastor foi julgado e condenado a um ano de prisão pelos crimes de usurpação de identidade, difamação, mobilização à revolta, entre outros.

A igreja esclarece que tudo ganhou maiores proporções após pressão política de deputados que deram um prazo de oito dias para que a igreja libertasse o pastor. “A partir das declarações públicas dos políticos são-tomenses, populares passaram a atacar e depredar os templos da Universal na ilha africana”.

Confira na íntegra a manifestação da IURD:

Nos últimos dias, templos da Igreja Universal do Reino de Deus de São Tomé e Príncipe têm sofrido uma série de graves atentados, a partir da incitação de populares contra a instituição religiosa. Os ataques tiveram início após uma onda de desinformação tomar conta do país africano, com a prisão de um pastor pelas autoridades de Costa do Marfim.

Desde 2018, a Universal costa-marfinense vinha sofrendo agressões pelas redes sociais, com perfis anônimos espalhando ameaças, mentiras absurdas e calúnias sobre os oficiais da igreja e contra a própria instituição.

Em abril, a Polícia Judiciária da Costa do Marfim foi acionada, para que os autores dos crimes fossem identificados e os ataques fossem interrompidos, dentro do que define a Lei de Cybercrime daquele país.

De acordo com o Bispo Gonçalves da Costa, responsável pela Universal nos países africanos de língua portuguesa, “depois de um período de investigação, a polícia identificou quem estava por trás daqueles perfis falsos: um pastor da própria Igreja Universal, um oficial são-tomense que atuava na Costa do Marfim”.

“Quando soubemos que era o pastor o autor dos crimes, ficamos realmente decepcionados. Jamais esperávamos por isso. Nós não entramos com ação contra nenhum pastor, nós não mandamos prender nenhum pastor. Foi a polícia, a Justiça da Costa do Marfim que investigou, abriu o processo e determinou a prisão dele”, explicou o Bispo Gonçalves.

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Depois de ser detido em 11/9 pela Justiça costa-marfinense, o pastor foi julgado e condenado a um ano de prisão pelos crimes de usurpação de identidade, difamação, mobilização à revolta, entre outros.

Pressão política

A partir do retorno da esposa desse pastor para São Tomé e Príncipe, teve início um processo político de pressão pela soltura dele, com a participação do Poder Legislativo da ilha africana.

A Universal foi chamada pela Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe e prestou todas as informações, esclarecendo que a Igreja jamais havia pedido a prisão do pastor, pois sequer sabia ser ele o autor dos crimes. A igreja apenas denunciou as agressões e ameaças que vinha sofrendo nas redes sociais, sem saber quem seriam os agressores.

Contudo, inconformados, os deputados definiram um prazo de oito dias para que a Universal de São Tomé e Príncipe libertasse o pastor condenado e preso pela Justiça da Costa do Marfim — o que seria completamente impossível, pois se não foi a instituição religiosa que determinou, ou sequer solicitou a prisão, como poderá determinar a soltura?

Atentados contra templos

A partir das declarações públicas dos políticos são-tomenses, populares passaram a atacar e depredar os templos da Universal na ilha africana. A igreja já solicitou providências às autoridades, para que seja garantida a segurança do corpo eclesiástico e dos fiéis.

Em virtude da onda de ataques, a Universal está retirando os pastores estrangeiros —  angolanos, moçambicanos e brasileiros — que desenvolvem trabalho missionário em São Tomé e Príncipe.

A Igreja Universal do Reino de Deus reitera seu compromisso com o respeito às leis e às autoridades de todos os 128 países, espalhados pelos cinco continentes, onde está formalmente presente. Temos a certeza de que o bom senso prevalecerá e a população local, informada da verdade dos fatos, compreenderá que a Universal não pode determinar a soltura de uma pessoa condenada pela Justiça de um país, por cometer crimes.

Por fim, informamos que a Universal da Costa do Marfim está dando assistência ao pastor que está preso, para que ele possa recorrer à Justiça daquele país, tentando obter a sua liberdade.

Assista ao vídeo com esclarecimentos trazidos pelo Bispo Gonçalves da Costa, responsável pela Universal nos países africanos de língua portuguesa, sobre os acontecimentos em São Tomé e Príncipe.