Eduardo Bolsonaro defende possível novo AI-5 no Brasil: “Espero que não chegue a esse ponto”

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) defendeu em entrevista à jornalista Leda Nagle um novo AI-5 para conter a esquerda no Brasil, caso haja radicalização. A solução foi apontada pelo deputado ao falar sobre protestos na América Latina, a partir do minuto 18 da entrevista. Para ele, seria ingenuidade achar que “tudo isso não seria arquitetado”.

“Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália”, disse o parlamentar.

O que foi o AI-5?

O ato institucional número cinco foi o decreto que inaugurou o tempo mais sombrio da ditadura militar brasileira, assinado em 1968. Em 12 artigos, o ato ampliou os poderes e o autoritarismo do presidente. Deu entre outros, o poder de fechar o Congresso Nacional, o que foi feito; de caçar direitos políticos por 10 anos de qualquer pessoa e confiscar bens.

Como definiu as historiadoras Lilia Schwarcz e Heloísa Starling, “era uma ferramenta de intimidação pelo medo, não tinha prazo de vigência e seria empregado pela ditadura contra a oposição e a discordância. Já o historiador Kenneth P. Serbin fala que, por meio do AI-5, as forças de segurança do governo tiveram carta branca para ampliar a campanha de perseguição e repressão contra a esquerda revolucionária, oposição democrática e Igreja”.

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Para ele, alguma resposta vai ter que ser dada. “Porque é uma guerra assimétrica, não é uma guerra que você está vendo seu opoente do outro lado e você tem que aniquila-lo, como acontece nas guerras militares. É um inimigo interno de difícil identificação dentro do país. Espero que não chegue a esse ponto, mas a gente tem que estar atento”, concluiu.

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O deputado afirmou ainda que tem informações de que os protestos no Chile seguem métodos semelhantes aos usados por black blocs no Brasil e disse que para organizar este tipo de protestos é preciso “patrocínio financeiro para comprar material, organizar o pessoal, ter comunicação.”

E de onde vem esse dinheiro? Nós desconfiamos que esse dinheiro vem muito por conta do BNDES, que no tempo de Dilma e Lula faziam essas obras superfaturas no porto de Maruel, em Cuba, ou contrato de Mais Médicos, que financiava a ditadura cubana”, apontou Eduardo. Com informações https://www.huffpostbrasil.com/