Da redação

“Será que tem relevância e urgência conceder esse direito a quem ganha mais no Estado?”, questionou o vereador

O vereador Moisemar Marinho (PDT) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Palmas, na manhã desta quinta-feira, 07, para se posicionar contra a Medida Provisória (MP) do Governo do Estado, encaminhada à Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins (AL), que aumenta em 40% o salário do primeiro escalão do governo.

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De acordo com o vereador, o governador Mauro Carlesse se contradiz ao pedir o aumento salarial para o primeiro escalão, pois negociou o pagamento de 1% da data-base dos servidores públicos, que deveria ser de 5%, com a alegação de que o Estado precisaria se enquadrar na Lei de Responsabilidade Fiscal a fim de equilibrar as contas.

“Há uma incoerência total na atitude desse governo, que implementa políticas de desvalorização dos servidores públicos. Uma Medida Provisória exige os requisitos de relevância e de urgência. Será que tem relevância e urgência conceder esse direito a quem ganha mais no Estado?”, questionou.

De acordo com Moisemar Marinho, a Câmara Municipal não pode se furtar dessa discussão e deve fazer apelo aos deputados estaduais para rejeitarem a MP. “Não vamos deixar de defender a categoria dos servidores públicos do Estado. Precisamos de uma postura correta de vocês, senhores deputados. Não podemos admitir um aumento de 40% no salário do alto escalão enquanto os trabalhadores, que fazem a máquina funcionar, têm 1% de aumento. É uma incoerência, uma imoralidade sem fim nessa prática de lesar o direito dos servidores do Estado”, finalizou.