Da redação

O encontro foi um requerimento do vereador Moisemar Marinho (PDT). Foto: Aline Batista

As demandas e avanços necessários nas Políticas de Saúde Mental no âmbito Municipal, Estadual e Nacional foram amplamente debatidos na segunda-feira, 11, na Câmara Municipal de Palmas. O encontro aconteceu na Comissão de Políticas Públicas e Sociais e foi um requerimento do vereador Moisemar Marinho (PDT).

Melhoras no sistema

Abrindo os debates, Marinho falou da necessidade de avançar no aperfeiçoamento e fortalecimento das Políticas Públicas de Saúde Mental. Assim também, Tiago Andrino (PSB) destacou a situação da saúde do município e sobre a “desestruturação sistema”. “Para avançarmos é fundamental que esta audiência cumpra seu papel de realizar um balanço da saúde mental, que se trate um caminho a ser seguido, é o momento de reflexão, correção de rumo e adequação de estratégias. Vamos trabalhar, pois ainda temos enormes desafios que precisamos enfrentar”, afirmou Andrino. 

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Problemáticas

Representando os usuários dos Centros de Atenção Psicossocial de Palmas, Dona Raimundinha destacou como um dos principais problemas a rotatividade dos servidores, que dificulta a adesão dos tratamentos por parte dos pacientes, e falou das dificuldades enfrentadas em vários âmbitos da sua vida. “Já bati em muitas portas pedindo emprego e muitas portas já se fecharam para mim. A gente sofre com a dificuldade de achar trabalho, sofre na família, na sociedade”, lamentou.

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Críticas

Em nome da Associação Brasileira de Enfermagem, Monica Bandeira criticou a redução do orçamento da saúde. “Não tem um dia sequer que não tenha atendimento de um intento suicida. Palmas parou no tempo nas políticas antidrogas, está parada enquanto política pública de saúde mental”, pontuou.

Ajustes

Já a secretaria executiva da saúde, Marta Ramos, apontou os ajustes já realizados pela Prefeitura de Palmas. “Realizamos a contratação de mais quatro psicólogos. Temos uma equipe técnica trabalhando em cima de toda a saúde mental e trabalhamos intensamente para que nenhum medicamento falte. Há empresas que ganham a licitação, fazem o empenho e não cumprem prazo ou dizem não ter mais interesse na entrega do medicamento, mas acabamos de fazer um empenho emergencial e toda a rede está sendo suprida”, enumerou.

Representantes de diversos órgãos e entidades como Defensoria Pública, Conselho Regional de Psicologia, Secretaria de Cidadania e Justiça, Presidentes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e da Policia Civil, dentre outros, enfatizaram suas preocupações acerca da temática. Como proposta final, um grupo de trabalho será montada para realização de ações concretas na área.