Da redação

Ele é colaborador da Portas Abertas e vem ao Brasil entre os dias 23 de novembro e 1º de dezembro, para contar como é seu trabalho de pastor auxiliar em uma nação de maioria muçulmana

Em uma Síria já devastada pela guerra e dando os primeiros passos rumo à reconstrução e estabilidade, ataques das tropas turcas trouxeram de volta o pânico ao atingir de 40 a 50 mil cristãos na região curda, no norte do país, no começo de outubro.

Cristãos precisaram fugir e, mesmo com o estabelecimento de uma zona de segurança após acordo entre Turquia e Rússia, muitos ainda têm medo de retornar. Eles temem novos ataques e violência.

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Esse quadro já dura mais de 7 anos e muitos cristãos já fugiram da fúria de ataques de outros países, da guerra civil e do Estado Islâmico, que aproveita da vulnerabilidade do país para atacar aos cristãos e tentar estabelecer um califado islâmico no país.

Enquanto o propósito de muitos é salvar a própria vida, o jovem pastor Isaac acredita que a missão dele é ser como Jesus onde está e por isso, quando teve a oportunidade de sair do país, ele decidiu ficar.

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Ele é colaborador da Portas Abertas e vem ao Brasil entre os dias 23 de novembro e 1º de dezembro, para contar como é seu trabalho de pastor auxiliar em uma nação de maioria muçulmana. “Nós devemos admitir que a crise vivida em meu país foi um instrumento de Deus para espalhar as boas novas de várias maneiras”, justifica. Havia esforços governamentais para intimidar a igreja local na evangelização, mas após os problemas políticos e econômicos vividos, a atenção das autoridades mudou de foco.

Isaac testemunha: “Embora tenhamos sofrido muito durante a crise em nosso país, estávamos decididos a permanecer e servir a igreja. Devemos reconhecer que a crise, embora cruel e devastadora, foi um instrumento de Deus para espalhar as boas novas de várias maneiras”. Devido à atuação junto a cristãos ex-muçulmanos, Isaac sempre é interrogado pelo serviço de inteligência do país sobre “práticas ilegais”, vivendo sob constante pressão.

Ele esclarece o motivo para isso: “Sirvo em uma igreja onde muitas pessoas que não vêm de famílias cristãs históricas se convertem e são batizadas”. Seu principal foco é o discipulado, mas também atua em outros ministérios.

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