Da redação

Meta foi estipulada no I Encontro Nacional de Pastores em apoio à Operação Acolhida, que aconteceu nos dias 7 e 8 de novembro, em Boa Vista (Roraima. Foto: Reprodução

Quatro mil imigrantes venezuelanos devem ganhar uma chance de recomeçar a vida em solo brasileiro a partir de uma ação de acolhimento desenvolvida por lideranças de igrejas evangélicas em todo o país, no ano de 2020. Essa é a meta estipulada no I Encontro Nacional de Pastores em apoio à Operação Acolhida, que aconteceu nos dias 7 e 8 de novembro, em Boa Vista (Roraima), reunindo representantes de diversas denominações, como Embaixada do Reio de Deus, Assembleia de Deus, Batista, entre outros.

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O encontro foi idealizado pelos empresários Carlos Wizard e Michael Aboud, com objetivo de conscientizar as instituições religiosas a participarem do programa aos refugiados que chegam ao Brasil em busca de melhores condições de vida. “Existe uma urgência de que a sociedade contribua para acolher os refugiados no Brasil, dando mais dignidade a eles. Os refugiados precisam ser levados para outras regiões do Brasil onde tenham condições de recomeçar”, afirmou Michael Aboud. Ainda esse ano 700 pessoas serão recebidas nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.

As três primeiras famílias vão chegar nos próximos dias ao Rio de Janeiro pelo pastor José Carlos Domingos. Essa semana Wizard se reuniu com o prefeito Marcelo Crivella que se comprometeu a dar apoio aos refugiados. O pastor Josué Valandro, do Rio de Janeiro, cuja fiel mais ilustre é a primeira dama Michelle Bolsonaro, também irá acolher 25 famílias que já chegam ao estado com uma vaga de emprego.

De acordo com o pastor Samuel Câmara, presidente da Assembleia de Deus no Brasil, a denominação irá criar – em parceria com a Operação Acolhida, um hub de acolhimento de imigrantes em Belém com capacidade de atender 150 imigrantes. “Os venezuelanos serão transportados em voos das Forças Armadas Brasileiras de Boa Vista para Belém e ficarão aguardando para seguir viagem para o Sul do país em voos comerciais”, explica Samuel Câmara.

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Carlos Wizard destaca que existem, hoje, 80 mil Cadastros Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) de instituições religiosas no País. “Se apenas 10% das igrejas adotarem uma família é possível acolher todos os refugiados que se encontram em situação precária em Roraima”, esvaziar os abrigos de refugiados de Roraima é a meta do empresário.

Atualmente, são 13 os abrigos no Estado que atendem cerca de sete mil pessoas. “Há mais três mil imigrantes em ocupações irregulares de logradouros ou prédios públicos. Há centenas de pessoas nas ruas e no entorno da rodoviária de Boa Vista”, afirma Wizard.

Diariamente cerca de 500 venezuelanos ingressam no Brasil pelas fronteiras de Roraima. “O único caminho para evitar um colapso no estado, e dar um futuro para as pessoas, é a interiorização e a solução para esse fluxo imigratório está dividida entre todos os Estados do país. É preciso otimizar o trabalho que vem sendo feito pelo Governo Federal para que mais pessoas sejam atendidas”, afirma Wizard.

Vida nova para 6 mil venezuelanos

Vida nova, casa nova, emprego novo para mais de 6 mil venezuelanos que chegaram ao Brasil no último ano. É esse o resultado de um ano de trabalho desenvolvido pelo projeto Brasil do Bem, liderado pelo empresário Carlos Wizard e sua esposa Vânia – que trabalham na linha de frente em Roraima para oferecer aos refugiados um recomeço. Através da plataforma www.BrasildoBem.com.br líderes comunitários de todo o país colaboram nessa causa humanitária.

“Atualmente estou convidando líderes empresariais, comunitários e religiosos a contribuir no acolhimento de famílias venezuelanas que chegam ao Brasil fugindo da fome, da miséria e da crise humanitária que afeta o país vizinho”, explica. Por meio do projeto, são criadas oportunidades para que as milhares de pessoas que chegam ao País reconstruam suas vidas em outras cidades e estados brasileiros e tenham acesso a moradia, alimentação, saúde, emprego e renda.

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Um exemplo da mudança promovida na vida dessas pessoas é a família Gutierrez. O casal Malvis (41) e Jordalis (38), são professora e operador de empilhadeira, respectivamente, e têm dois filhos e chegaram ao Brasil fugindo da crise. Depois de interiorizados, eles se estabeleceram em Dourados (MS) e abrigam mais um amigo venezuelano em sua casa. Ela está trabalhando como executiva de venda de uma marca de cosméticos e ele como operador industrial de um frigorífico. Como eles, vários outros venezuelanos puderam recomeçar suas vidas em território brasileiro.

Os contatos do projeto são o site www.brasildobem.com.br ou telefone (19) 99955.9050.

Carlos Wizard Martins

Carlos Wizard Martins é empresário, professor e escritor. Nascido em Curitiba, no Paraná, fundou em 1987 a Wizard, rede que alcançou, através do franchising, a liderança absoluta no setor de ensino de idiomas. Mais tarde, após vender a escola para uma empresa britânica, formou o Grupo Sforza, que detém marcas como Mundo Verde, Taco Bell, Pizza Hut, Topper e Rainha.

Desde 2018, Carlos Wizard se dedica em tempo integral a contribuir com a causa dos refugiados venezuelanos que chegam ao Brasil. Para isso, articula ações de acolhimento, mobilizando lideranças dos mais diversos ramos de atuação em todo o País.

Membro do Comitê de Interiorização da Casa Civil do Governo Federal, desde o final de 2018, Wizard é ligado à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que tem como uma de suas premissas o serviço humanitário.

(Com Assessoria)