Plenário do Senado (Marcos Oliveira/Agência Senado/Agência Senado)

O Senado aprovou, nesta terça-feira (19), por 54 votos a zero, uma regra mais leve no cálculo de aposentadorias. A reforma, que passou a valer na semana passada, determina que será considerado todo o histórico de contribuições do trabalhador efetuadas desde julho de 1994.

Antes, a fórmula era mais vantajosa, pois considerava só as 80% maiores contribuições desse período. A proposta aprovada prevê que a aposentadoria será calculada novamente sobre as 80% maiores contribuições, desconsiderando os salários menores.

A partir de 1º de janeiro de 2022, essa taxa sobe para 90% e alcançaria 100% só em janeiro de 2025.

O governo defendia que a fórmula da reforma da Previdência, em vigor desde semana passada, fosse mantida. Mas interlocutores do presidente Jair Bolsonaro no Congresso tiveram que ceder. O afrouxamento pode elevar os gastos da União em cerca de R$ 20 bilhões em dez anos.

O Senado concluiu, nesta terça, a votação, em primeiro e em segundo turno, da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) com mudanças à reforma da Previdência. O texto, agora, segue para a Câmara.

VEJA TAMBÉM
Igrejas Históricas e Aliança Evangélica assinam manifesto contra a Reforma da Previdência

Chamado de PEC paralela, o projeto inclui ajustes defendidos por senadores à reestruturação das regras de aposentadoria e pensões de trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos, que foi promulgada na semana passada.

Segundo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), o formato final da PEC paralela, aprovada em primeiro turno, teria um impacto neutro nas contas públicas da União. Com informações Folha de São Paulo.