Da redação

Reemon, 14 anos, e os irmãos Michel, 6 anos, e Karim, 10 anos, participam ativamente do Centro de Esperança
Créditos: Portas Abertas

Oito anos de guerra civil devastaram muitas cidades na Síria. Muitos foram forçados a fugir, por causa da violência ou por causa da inflação e do desemprego. Mas, alguns optaram por permanecer, mesmo entre o caos. Eles estão seguindo Jesus em sua terra natal, não importa o custo, e procurando compartilhar seu amor com aqueles que os rodeiam.

É por isso que a Portas Abertas, por meio de parceiros locais, ajudou a estabelecer os Centros de Esperança. Esses locais fornecem treinamento e serviços para os que permaneceram ou retornam ao país. Eles distribuem comida, realizam atividades de jovens e crianças, ensinam inglês, discipulam novos cristãos, concedem empréstimos comerciais, realizam cursos de casamento, e outras ações.

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O pastor Abdallah fundou um dos Centros de Esperança da Síria por meio de sua igreja em Alepo. O Centro apoia os membros da comunidade mais atingidos pela guerra. “As famílias estão perplexas e confusas com o futuro. Elas estão sem emprego, suas casas estão destruídas ou danificadas. Existem muitos desafios na vida das pessoas”, diz o pastor Abdallah.

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“As crianças são a geração que mais se feriu nesta guerra. Queremos ajudá-las e fortalece-las psicológica e espiritualmente, além de remover os efeitos colaterais da guerra”, destaca o líder.

Um caso de demonstra os desafios de uma família Síria, devastada pela guerra, é da síria Dyala e seus três filhos.

Dyala conta que foi muito difícil ver como o filho mais velho, Reemon, 14, foi afetado pelos eventos que rodearam a fuga devido ao terrorismo em seu vilarejo. Ela diz: “Reemon ficou traumatizado. Quando chegamos, ele não conseguia dormir à noite. Ele me dizia que sonhava com os homens vindo para levá-lo embora”.

O menino também ficava com medo quando ouvia o chamado às cinco orações diárias do islamismo. Quando ouvia “Allahu Akbar”, que significa “Alá é maior”, isso o lembrava do que os terroristas gritavam antes de atirar e matar e se sentia ameaçado por essas palavras. Ele também tem medo de trovão, pois pensa que é o barulho de bombas. “Para ajudar a achar uma solução para seus medos, eu o levo aos líderes cristãos para que orem por ele”, explica a mãe.

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Um dia, Dyala ouviu sobre a escola dominical e sentiu que era exatamente o que seus filhos precisavam: “Uma comunidade cristã onde eles podem encontrar respostas para suas perguntas sem resposta e um lugar que os leve para mais perto de Deus. Onde eles façam novos amigos e fiquem longe de más companhias”.

Assim, os meninos começaram a frequentar o Centro de Esperança e “as notas na escola melhoraram”. Reemon se inscreveu para um curso chamado “Minha vida tem um significado”, que teve um visível impacto positivo para ele. “Ele mudou de alguém que era violento e sempre batia nos irmãos para alguém que às vezes está disposto a sentar e conversar calmamente, o que foi uma surpresa para mim”, conta a mãe, Dyala.