Redação JM Notícia

As Forças de Segurança (Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros) apresentaram nesta terça-feira (28) o Balanço Anual 2018/2019 da Secretaria da Segurança Pública do Tocantins, mostrando a redução de homicídios, de crimes contra o patrimônio e outros crimes.

Seegundo os dados, o estado registrou redução de 9% no número de homicídios e de 13,9% nos crimes de roubo. No total, o balanço 2018/2019 apresentou redução de 7,6% dos crimes de CVLI (Crimes Violentos Letais Intencionais), que compreendem Homicídio, Latrocínio, Feminicídio e Lesão Corporal Seguida da Morte; e de menos 0,8% dos crimes contra o patrimônio (roubos e furtos).

O titular da Segurança Pública, secretário Cristiano Barbosa Sampaio, avaliou a redução como resultado da integração das Forças de Segurança e afirmou que a meta para este ano é reduzir no mínimo em 6% os crimes contra o patrimônio e os crimes contra a vida.

Sistema de Metas

Com foco no Plano de Segurança Pública e Defesa Social (PESSE), que prevê a redução dos índices de violência para os próximos 10 anos, o Secretário ressalta que o trabalho integrado das Forças de Segurança já apresenta resultados positivos, pois a curva dos indicadores de criminalidade foi quebrada e vem caindo gradativamente. “O objetivo é que nos próximos anos tenhamos um Tocantins com níveis de segurança aceitáveis pelos organismos internacionais”, afirmou o Secretário ao divulgar que a partir deste ano a Secretaria da Segurança Pública implantará o Sistema de Metas, que ainda será lançado pelo Governo do Estado.

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Previsto no PESSE, o Sistema de Metas prevê que o combate à criminalidade e as ações de segurança serão realizadas mediante demanda de cada região e em consonância com a análise dos dados coletados pelas Forças de Segurança em oito macrorregiões do Tocantins.

Polícia Militar

Para o comandante-geral da Polícia Militar no Tocantins, coronel Jaizon Veras, os índices identificados em 2019 refletem o trabalho conjunto das Forças de Segurança. Como exemplo, ele citou o aumento do número de ocorrências de violência contra a mulher, atribuindo o crescimento ao fortalecimento da rede de proteção à mulher, o que levou a uma maior denúncia por parte delas. “Nossa corporação desde o ano passado vem sendo qualificada para atender este tipo de demanda. E os resultados começam a aparecer”, afirmou.

Em ações de prevenção ou redução do uso de drogas e a violência, o Comandante-Geral ressaltou que, por meio do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência – PROERD, a Polícia Militar realizou atividades em todos os 139 municípios do Estado. “É uma marca histórica, nós somos a primeira unidade federativa a alcançar este objetivo de estar com o PROERD em todos os municípios do Estado do Tocantins”, afirmou.

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Produtividade

Para a delegada-geral Raimunda Bezerra de Souza, a produtividade apresentada pela Polícia Civil no Balanço Anual das Estatísticas Criminais reflete a mudança implementada em 2019 pelo Governo do Estado na Segurança Pública do Tocantins. Segundo ela, em um ano de muitos desafios, a Polícia Civil teve aumento de 92,4% de inquéritos policiais instaurados. Foram 6.704 em 2018 contra 12.899 em 2019, “um indicativo claro da atuação que resultou no aumento do número de prisões”, disse a Delegada-Geral ao informar que foram 2.693 pessoas presas em 2018 contra 4.244 em 2019.

Ainda sobre produtividade, a Polícia Civil registrou aumento do número de inquéritos instaurados (92,4%), de armas apreendidas (42,4%) e de Termo Circunstanciado de Ocorrência (60,8%).

A Delegada-Geral ressaltou ainda o trabalho realizado pela Polícia Civil em relação aos crimes envolvendo violência contra a mulher e violência familiar. Raimunda Bezerra destacou o fortalecimento da rede de proteção à mulher e da melhoria da infraestrutura de atendimento, que culminou no ano de 2019 com a implantação da Central de Atendimento à Mulher 24 Horas (CAM-24H). “Vamos trabalhar para reduzir cada vez mais os índices de violência, com ações de prevenção e orientação familiar, pois todos sofrem com a violência doméstica, não é só a mulher. Sofre toda uma família”, frisou a Delegada-Geral.