Weldes e a emoção pelo resgate espiritual do filho: “Celebro a Deus o retorno de Wedson” (Foto: Luciano Salviano)

A cena comoveu as pessoas que assistiam ao batismo de Wedson Nascimento Souza, em Vitória da Conquista, município baiano de cerca de 340 mil habitantes, a 509 km de Salvador.

Logo após o filho ser batizado, o representante comercial Weldes Souza, pai de Wedson Souza, entrou na água onde ocorreu a cerimônia e o abraçou de modo demorado. Emocionado, ele explicou o motivo para a atitude comovente: havia orado ao longo de 20 anos para que seu filho voltasse à Igreja. E agora, assistia a resposta às suas orações.

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“Meu filho deixou de viver com a família e com Cristo, e passou muito tempo fora. Ele é meu filho único, e esse foi o momento mais difícil da vida. Mas Deus mandou eu ficar firme e em oração”, declarou Weldes.

A emoção do representante comercial pelo resgate espiritual do filho tem um contexto pessoal: nascido em uma família que já frequentava a Igreja Adventista do Sétimo Dia, Weldes também se afastou do convívio com os membros. Abandonou a Igreja durante muito tempo, mas ficou sensibilizado com as orações e a persistência da comunidade religiosa, que continuou em contato com ele. O resultado foi o seu retorno ao convívio adventista, em 1997.

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Confiança

“Eu venho orando porque já passei por isso. Não queria que meu filho se afastasse dos caminhos de Jesus”, afirmou. O sofrimento pelo afastamento do filho deu lugar a uma resiliência que, reconhece, o fortaleceu espiritualmente. “Estava sempre na igreja, não perdia um culto de oração. Nos primeiros 10 anos de intercessão, a resposta não veio e tive um sentimento de que a jornada parecia não fazer sentido. Mas continuei orando, e hoje eu celebro a Deus o retorno de Wedson”, disse.

Para Wedson, a lembrança do pai entrando na água onde foi batizado e o abraçando jamais será apagada. “Foi um abraço daqueles que a gente não consegue aguentar. Parecia que os anjos abraçavam nós dois”, contou o jovem, que antes mesmo de voltar à igreja por meio do batismo já participava de atividades evangelísticas, como a Missão Calebe.

“Meu pai é um herói. Muitas vezes eu o vi orando. Foram muitas vezes que ele veio ao meu quarto, de madrugada, me acordar para orar junto com ele. Ele é meu exemplo para nunca virar as costas, porque Deus nunca vira as costas pra gente”, declarou o rapaz.

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(Com Adventista/Heron Santana)