De acordo com a ONU, 4.000 pessoas morreram em 2019 em ataques jihadistas nos três países.

Ao menos 24 pessoas morreram e 18 ficaram feridas no domingo em um ataque jihadista contra uma igreja protestante em uma cidade do norte de Burkina Faso, anunciaram nesta segunda-feira (17) o governador da região do Sahel.

“O balanço provisório tem 24 mortos, incluindo o pastor de uma igreja protestante. Igualmente, lamentamos 18 feridos e pessoas sequestradas”, afirmou o coronel Salfo Kabore em um comunicado.

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“No domingo, um grupo armado terrorista invadiu a localidade de Pansi, na província de Yahgha, e atacou a aprazível população local”, completa o texto.

“É difícil ter uma ideia da situação, pois os habitantes fugiram após o ataque”, declarou um morador contactado pela AFP em Sebba, cidade onde muitos moradores de Pansi buscaram refúgio.

“Em Sebba há uma situação de psicose porque terroristas mataram cristãos e seu pastor”, completou o habitante que pediu anonimato.

Em 10 de fevereiro, um grupo de jihadistas invadiu Sebba e sequestrou sete pessoas na residência de um pastor. Três dias depois, cinco pessoas foram encontradas mortas, incluindo o pastor, e duas mulheres foram resgatadas, de acordo com o governador da região do Sahel.

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Vários imãs foram assassinados por jihadistas no norte de Burkina nos últimos quatro anos, desde o início dos ataques, que são cada vez mais frequentes e violentos.

Desde 2015, quase 750 pessoas morreram e 600.000 foram obrigadas a deixar suas casas neste país de fronteira com Mali e Níger.

De acordo com a ONU, 4.000 pessoas morreram em 2019 em ataques jihadistas nos três países.