Por Wagner Hertzog

Conforme a ideologia progressista sutilmente ganha espaço no anfiteatro político de vários países — se instaurando de forma autoritária através de arbitrárias e nefastas medidas políticas —, a hostilidade ao cristianismo aumenta na mesma proporção. Diante do contexto analisado, não é equívoco algum afirmar que a ascensão da ideologia progressista está diretamente ligada à perseguições e severas restrições que estão sendo gradativamente aplicadas ao cristianismo, em vários países. E esse avanço concomitante que ocorre em diversas nações não acontece por mera coincidência. Muito pelo contrário.  

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Sabemos que a perseguição — e até mesmo o extermínio sistemático — a cristãos é muito comum em países da Ásia e da África, cujos governos são teocracias islâmicas ou ditaduras socialistas. Infelizmente, essa perseguição não ficará restrita a esses países. Em lugares aparentemente “civilizados” e “democráticos”, no entanto, a perseguição ocorrerá amparada por legislação estatal. Por sua firme oposição ao homossexualismo, cristãos poderão ser acusados de homofóbicos e preconceituosos, e serão invariavelmente processados e punidos com todo o rigor da lei. Com a ascensão e o eventual estabelecimento de uma Nova Ordem baseada na hegemonia de um sistema político global centralizado, o fim da liberdade religiosa é uma realidade iminente. Em países como a Finlândia, por exemplo, a perseguição por parte do estado autoritário progressista já está acontecendo.  

Recentemente, uma parlamentar chamada Päivi Maria Räsänen foi processada pelo estado, sendo acusada de homofobia. O que ela fez, no entanto, foi simplesmente repreender na rede social Twitter a Igreja Luterana da Finlândia por ser conivente e condescendente com o estilo de vida homossexual, até mesmo chegando a promovê-lo, e reproduziu versículos da Bíblia — no caso Romanos 1:24-27 —, que atestam a imoralidade desse tipo de transgressão sexual para justificar a santidade do seu argumento. Uma promotora do estado, no entanto, Raija Toiviainen, decidiu ir mais além, chegando a formalizar uma investigação contra uma brochura redigida por Räsänen, que explicava porquê apenas o casamento entre um homem e uma mulher é abençoado por Deus. Um pastor da Igreja Luterana que publicou a brochura redigida por Räsänen também passou a ser investigado pelas autoridades.

Como resultado, Räsänen agora teme que os finlandeses proclamem abertamente a sua fé, por medo de feroz e implacável coerção estatal. Infelizmente, o apoio que a parlamentar recebeu da comunidade cristã — ao menos até o presente momento — foi bastante inexpressivo. Essa fraqueza espiritual, que tende a ser confundida com letargia, apatia e indiferença, pode contribuir para agravar a repressão do estado contra os praticantes do cristianismo. 

Essa perseguição institucionalizada contra cristãos — até mesmo em um país civilizado como a Finlândia — está acontecendo porque o estado se converteu basicamente em uma hostil e autoritária confraria de ativistas progressistas. A Finlândia está entre os países europeus que mais sofrem com a nefasta ideologia progressista, cuja agenda promove abertamente o homossexualismo, a ideologia de gênero, o aborto e a imigração muçulmana desenfreada, entre outras aberrações de natureza satanista. Evidentemente, a colisão de imposições satânicas e de valores cristãos tende a ser tão iminente quanto inevitável. A sórdida imposição da ideologia progressista, no entanto, está fazendo muitas vítimas no país nórdico, de diversas maneiras, atacando pessoas incautas e desprevenidas através da promoção de uma agenda tão sádica e agressiva quanto mortífera e fatal. 

No final do mês de janeiro, uma garota finlandesa — de pouco mais de vinte anos de idade —, Sanni Ovaska, foi decapitada pelo namorado, um muçulmano palestino chamado Hasan Alqina. Alqina, depois de alguns anos de residência na Finlândia, aparentemente não teve o seu visto renovado. Impossibilitado de continuar na Escandinávia, ele deveria regressar ao seu país. Ele exigiu que sua namorada, Sanni, fosse com ele. Ela, no entanto, recusou-se a ir; exercendo o seu direito de tomar decisões sobre a própria vida, Sanni falou para Alqina que pretendia permanecer na Finlândia. Afinal, era onde estava toda a sua vida, seus estudos, sua família, seus amigos. Ela não queria sair do país. Frustrado com o fato de que ela não o obedeceria, Alqina matou sua namorada, decapitando-a; logo depois, ele cometeu suicídio.

Infelizmente, Sanni Ovaska sofreu as consequências de sua própria displicência e omissão. A jovem era uma militante progressista intolerante, que apoiava o movimento LGBT, abraçava o multiculturalismo, concordava com todas as políticas progressistas, e nas redes sociais afirmava detestar homens brancos, cristãos e conservadores. A jovem sofreu de forma sistemática uma corrosiva e dilacerante lavagem cerebral — resultado de muita propaganda sórdida sendo ininterruptamente despejada pela militância política — que não apenas destruiu suas faculdades racionais e analíticas, como obliterou completamente sua capacidade de avaliar riscos e fazer uma leitura objetiva da realidade. Por essa razão, ela se envolveu com um indivíduo de uma cultura perigosa e extremista, que acabou por matá-la.

A militância progressista não apenas nega enfaticamente a realidade quando o assunto é o enorme perigo representado por imigrantes muçulmanos, como persiste em criticar e ofender quem reage e se previne, acusando de preconceituosas todas as pessoas que buscam se proteger e evitar contato com integrantes da religião islâmica. Como agravante, a polícia não revelou informações sobre o caso, pois há uma informal, porém ostensiva política de sigilo envolvendo casos de agressão, terrorismo e violência que são executados por muçulmanos. 

Isso mostra que o objetivo do progressismo não é construir, mas antes o contrário, destruir. Além de ser absolutamente ditatorial, a ideologia busca marginalizar, renegar e relegar ao ostracismo todas as pessoas que se atrevem a questionar sua agenda imoral, perversa, violenta e autoritária, que indiretamente mata pessoas inocentes todos os dias, ou as processa simplesmente por terem uma crença religiosa, professando algo que não é compatível com o seu autoritarismo militante.

O que a agenda progressista pretende — em sua ensandecida voracidade por poder e controle sem restrições — é buscar a hegemonia absoluta. No que diz respeito à crenças espirituais, essa ideologia de natureza intrinsecamente satanista pretende, de forma sutil, porém ríspida e intransigente, institucionalizar a criminalização do cristianismo, visto que a agenda progressista é um nefasto ajuntamente de repulsiva sordidez satânica, que pretende estabelecer no mundo uma ditadura global poderosa o suficiente para erradicar a religião organizada. Atualmente, a Finlândia está sentindo em toda a sua intensidade a corrosão, a degeneração, a violência e o autoritarismo que são inerentes à seita progressista, que se impõe sobre a sociedade através de legislação tirânica, hostil e arbitrária.

Nesses países que integram o chamado mundo “civilizado”, como a Finlândia — onde o progressismo praticamente domina o establishment —, a hostilidade contra o cristianismo pode ser mais facilmente sentida. No entanto, é bem provável que aos poucos ela tome conta de todo o ocidente; aqui no Brasil, por exemplo, de forma muito gradual e discreta, uma deplorável tirania progressista, amparada pela ditadura do politicamente correto, o seu desdobramento cultural, está aos poucos dilacerando a liberdade religiosa, através de políticas discricionárias que são implementadas por governos municipais e estaduais.

Recentemente a prefeitura de São Paulo tomou a decisão de fechar estabelecimentos acusados de homofobia; no Rio de Janeiro, Wilson Witzel implementou uma lei que proibia cristãos de dizer que homossexuais estão cometendo pecado. Em virtude das enormes restrições que a medida impunha à fé cristã, no entanto, a bancada evangélica foi pra cima do governador do RJ, e o mesmo se viu obrigado a revogar a lei. Isso não é garantia, no entanto, de que pautas políticas progressistas similares passem a retroceder, pelo contrário. Textos complementares de leis dessa estirpe podem ser revisados e posteriormente implementados em momento mais oportuno. Na verdade, é muito provável que continuem se apropriando de cada vez mais poder estatal. Como consequência de tantas leis favorecendo esses grupos homossexuais militantes, é natural que cristãos venham a ser repreendidos e perseguidos. O estado autoritário progressista — usando a “nobre” prerrogativa de que está “protegendo” essas pessoas de ficarem ofendidas por cristãos que podem eventualmente ler versículos das Escrituras que são abertamente contrários a hábitos e ideologias mundanas — evidentemente não vê os cidadãos como sendo iguais perante a lei, quando discrimina um grupo de pessoas para favorecer outro. 

Querendo ou não, aceitando ou não, a Bíblia Sagrada prega as Leis de Deus; e elas exigem dos cristãos pureza moral e espiritual, sendo, portanto, abertamente contra todas as formas de imoralidade sexual, o que inclui o homossexualismo. Levítico 20:13 diz: “Se um homem tem relações sexuais com outro homem, assim como se tem relações com uma mulher, ambos fazem algo detestável”. A Lei de Deus não deve ser questionada ou aviltada, muito menos menosprezada; deve ser amada e cumprida.

Não podemos nem devemos desanimar. Conforme este mundo afunda na agenda satanista dos senhores do mundo e de seus sórdidos planos de um governo totalitário global, a cristofobia irá avançar na mesma medida, e não regredir. O que não deve regredir é a nossa fé em Cristo Jesus e no Pai Celestial. O Todo-Poderoso sem dúvida nenhuma nos ajudará a suportar todas as dificuldades. Seguindo o exemplo de Cristo, podemos não apenas permanecer fiéis a Deus, como ter forças para suportar todos os obstáculos que este sistema pecaminoso, depravado e mundano tenta impor sobre nós.

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