“Não tem necessidade gastar quase R$ 1 milhão em publicidade enquanto tem gente passando fome”, disse Moisemar

Nesta segunda-feira, 23, o vereador Moisemar Marinho (PDT) denunciou a contratação da empresa Antônio Fernandes Barros Lima Júnior Ltda, pela Prefeitura de Palmas, sem licitação, no valor de R$ 900 mil. A empresa é alvo de supostas irregularidades praticadas na cidade de Manaus- AM na confecção de certificados de regularidades do FGTS, conforme reportagem do site O Missivista.

A contratação da Antônio Fernandes Barros Lima Júnior Ltda foi publicada no Diário Oficial do Município no dia 20 de março. A justificativa da prefeitura para a dispensa da licitação, conforme a publicação do Diário, é “para atender situação de emergência- Decreto Municipal nº 1.856/2020”.

O vereador Moisemar Marinho questionou a dispensa da licitação e a contratação da empresa principalmente na situação de pandemia e no momento em que a população de Palmas mais precisa do apoio do poder público para distribuir cestas básicas, comprar Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e ventiladores pulmonares.

“Com esse dinheiro a prefeitura poderia comprar mais de 20 mil cestas básicas para distribuir para as pessoas mais pobres que precisam do poder público, comprar EPI’s, ventiladores pulmonares, mas ela [prefeita Cinthia Ribeiro] não está preocupada com o povo de Palmas. Está preocupada em gastar dinheiro com publicidade e marketing”, criticou.

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Grande preocupação do vereador Moisemar Marinho é com os trabalhadores autônomos que precisaram paralisar os serviços para atender aos decretos da Prefeitura de Palmas e do Governo do Tocantins. “Quem está na iniciativa privada, como autônomo, só recebe se trabalhar. Ela não está vendo esse outro lado, que é de cuidar do povo”, afirmou.

Conforme o parlamentar, Cinthia Ribeiro “parou Palmas para falar que vai processar quem disseminar informações que não são verdadeiras a respeito do Covid-19, mas não dá assistência ao povo de Palmas”. “Para que servem as redes sociais? InstagramTwitter que ela tanto fala? Não podem ser aproveitadas nesse momento para utilizar esse dinheiro para a saúde e assistencialismo? Hoje, todas as informações distribuídas pela prefeitura têm ampla divulgação nos veículos locais. Não tem necessidade gastar quase R$ 1 milhão em publicidade enquanto tem gente passando fome e com um sistema de saúde com insuficiência de EPI’s e ventiladores pulmonares para atender a população”, finalizou.