Pastor Davi Passamani durante vídeo divulgado em seu Instagram. Foto: Youtube

A Polícia Civil recebeu uma nova denúncia de assédio sexual contra o pastor Davi Passamani, em Goiânia, após uma veterinária que frequentava a mesma igreja acusá-lo do crime em uma rede social. A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher já ouviu as duas mulheres. Passamani diz que é inocente.

Nas redes sociais da igreja, um comunicado diz que o pastor foi afastado das suas funções ministeriais para tratamento médico especializado e que o Conselho Pastoral está tomando providências jurídicas e eclesiásticas com relação ao caso.

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A primeira denúncia foi feita pela veterinária Gabriella Palhano. Ela contou que o assédio aconteceu há dois anos. Durante uma conversa, o pastor perguntou sobre a vida sexual dela, disse que queria sentir seu beijo e que teve um sonho com ela, o qual a vítima classifica como “horrível e nojento”.

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A delegada Paula Meotti informou que, depois de Gabriella, outra mulher também denunciou o pastor por assédio sexual e já foi ouvida. A polícia vai ouvir as testemunhas dos casos e, só ao final, vai interrogar o pastor.

Desabafo em rede social

Gabriella disse que só resolveu denunciá-lo agora porque teve informação de que o assédio teria ocorrido também com outra mulher. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a veterinária diz que precisou se reerguer antes de procurar a polícia e que pode provar o assédio. “Eu tenho testemunhas, as provas, áudios, prints, SMS, tudo”, afirmou.

Ela diz que Passamani pediu para não ser chamado de pastor e que ela fosse até a casa dele. Após ouvir o pastor questioná-la sobre questões relacionadas à vida sexual dela, a veterinária conta que ele disse querer sentir o beijo dela. Segundo a mulher, Passamani afirmou ainda que sonhou com ela.

A veterinária contou que foi orientada pelo sogro, que é policial e também pastor, a continuar a conversar para ver qual era o intuito de Passamani. Segundo ela, depois disso, o pastor fez uma chamada de vídeo e pediu que ela passasse a mão no pescoço e na barriga. Porém, quando ele pediu que ela tirasse a blusa, a mulher afirmou que não aguentou mais a situação e desligou.

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Gabriella criou uma página em uma rede social para que outras vítimas possam denunciar os assédios sofridos.

Pastor se diz inocente

Em seu perfil na internet, o pastor Davi Passamani diz que é inocente pede perdão à igreja. Porém, ele não explica sobre qual situação ele se desculpa.

(Com G1)