O Conselho dos Direitos Humanos da ONU reunido em Genebra, em 24 de fevereiro, sob a cúpula pintada por Miquel Barceló.FABRICE COFFRINI / GETTY IMAGES

Em meio à pandemia do novo coronavírus e o caos enfrentado pelas nações, um grupo de filósofos, juristas e ativistas lançou e tem buscado fomentar uma ideia: uma Constituição da Terra como ferramenta de governança global. 

A ideia consiste em uma norma que sirva de “bússola de todos os Governos para o bom governo do mundo”, defendem os ativistas políticos.

“Não é uma hipótese utópica”, disse o ex-juiz e filósofo do direito italiano Luigi Ferrajoli durante a primeira assembleia desse movimento em Roma em 21 de fevereiro. “Pelo contrário, é a única resposta racional e realista ao mesmo dilema que Thomas Hobbes [autor de Leviatã e teórico do Estado moderno] enfrentou há quatro séculos: a insegurança geral da liberdade selvagem e o pacto de coexistência pacífica sobre a base da proibição da guerra e a garantia da vida”, afirmou.

Recentemente, na mesma esteira dos aproveitadores, o ex primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, sugeriu formar um “Governo Mundial” para combater coronavírus. Brown pediu aos líderes mundiais que criem uma forma temporária de governo global para enfrentar as crises médicas e econômicas causadas pela pandemia de Covid-19.

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Sorbe a Constituição Mundial

“A Constituição do mundo não é o Governo do mundo, e sim a regra de compromisso e a bússola de todos os Governos para o bom governo do mundo”, explica Ferrajoli.

A ideia do grupo é vista com cautela por líderes cristãos, pois a Bíblia já avisara que no fim dos tempos haverá um Governo Mundial.

“Com 2,5 bilhões de pessoas confinadas no mundo, a crise sanitária prova, em sua opinião, que somente as “soluções globais” garantem nossa sobrevivência. É absurdo que acumulemos armamentos para a guerra e que não acumulemos máscaras para uma pandemia”, diz Ferrajoli.

Com El País