Mais AD, operadora virtual da Assembleia de Deus, teve seu contrato interrompido com a Vivo. Com acordo para cinco anos e renovação sucessiva, a parceria da MVNO foi interrompida na metade do período inicialmente previsto. Tanto a Vivo quanto a Assembleia de Deus alegam inadimplência entre as partes.

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De acordo com nota da VIvo, a Mais AD tinha 1,6 mil usuários ativos. Conforme a Mais AD, os clientes seriam 9 mil. A diferença provavelmente tem que ver com o prazo para determinar se uma conta deixou de ser ativa.

Como operadora virtual credenciada, a Mais AD era responsável pelo marketing e venda dos chips. Toda a parte de infraestrutura, cobrança e atendimento era de responsabilidade da Vivo. Os chips seriam vendidos em 45 templos e a entidade contava ainda com voluntários para venda de novos SIM cards, mesmo para não fiéis. A base era toda pré-paga, e em certas ocasiões os planos eram idênticos ao Vivo Turbo.

A pretenção da Mais AD era ser a maior operadora móvel virtual do mundo e conquistar 1 milhão de clientes no primeiro ano, mas isso não se concretizou: a Vivo diz que a empresa tinha apenas 1,6 mil usuários ativos, enquanto a Assembleia de Deus afirmava que seriam 9 mil.

Impasse envolve inadimplência entre as partes

Com intermédio da Anatel, ambas as empresas alegam inadimplência da outra parte: a Vivo diz que a Mais AD não pagou a taxa de implementação no começo da operação, enquanto a Mais AD diz que aguarda o pagamento de R$ 17 milhões relativos aos chips ativados. A disputa ainda deverá ser julgada pelo órgão regulador.

Em seu site, a Vivo informa que o vínculo foi encerrado no dia 5 de abril e clientes que não migraram para os planos da operadora ou solicitaram portabilidade para uma concorrente tiveram a linha automaticamente cancelada. Quem decidisse permanecer na Vivo deveria escolher um novo plano e adquirir um chip na loja da operadora.

Atualmente, o site da Mais AD está fora do ar e direciona a um formulário encerrado do Google Docs.

Com informações: Telesíntese

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