Não permita que seus filhos coloquem a vida em risco por uma “brincadeira”

Nos últimos dias de abril surgiram centenas de vídeos em todas as redes sociais com o “desafio da farinha”. Impulsionada por artistas, a nova moda da internet ganhou adeptos de todas as idades, inclusive crianças e adolescentes.

Influenciadores digitais como os cantores Anitta, Wesley Safadão, Kevinho e Simone (da dupla com Simaria) postaram seus desafios e obtiveram milhões de curtidas. Consequentemente, inúmeros internautas passaram a repetir a “brincadeira”.

Infelizmente, todas essas pessoas estão colocando suas vidas em risco.

O que é o desafio

O desafio da farinha é um jogo de perguntas, em que pelo menos dois participantes disputam. A cada pergunta, uma terceira pessoa, que age como “juiz”, escolhe um disputante e mergulha sua cabeça em um monte de farinha.

Por exemplo: A pergunta pode ser “Quem demora mais para se vestir”.

Aquele que o juiz julgar mais demorado, terá o rosto mergulhado.

E é nesse mergulho que está o perigo.

Risco de morte

Em reportagem especial da Record TV, o pneumologista Osvaldo Sabino explicou:

“Se chegar à glote, a farinha pode provocar um espasmo, que é uma reação alérgica, e o fechamento da glote. Isso mata a pessoa por asfixia. Quando a gente chega no pronto-socorro e tem um paciente com espasmo de glote, não é nenhuma raridade ter que fazer uma traqueostomia nele. Ou seja: abrir um buraquinho na garganta para ele respirar pela garganta.”

De acordo com o especialista, o desafio da farinha também pode causar a morte, quando a substância inalada passa pela glote: “Se essa farinha passar para baixo da glote, ela vai chegar ao pulmão. Vai provocar aquilo que a gente chama de broncoaspiração. Pode dar a mesma reação exagerada no brônquio e fechá-lo. E aí ela tem muita falta de ar e pode morrer.”

Pais, estejam atentos

Esse tipo de “desafio” encontra mais público entre crianças e adolescentes, que gostam de seguir os modismos da internet – especialmente se um amigo convidar.

Por isso, os pais devem estar muito atentos a tudo o que os filhos assistem e compartilham na internet.

“Os pais podem evitar que os filhos corram perigo, quando eles têm esse conhecimento do que os filhos estão sujeitos a ver também na internet”, orienta Andrea Villas Boas, coordenadora da Escola Bíblica Infantil (EBI).

De acordo com a educadora, “os pais têm o direto de controlar o acesso dos filhos à internet, orientando sobre os conteúdos que assistem e postam”.

Aliás, é fundamental que os pais estejam atentos, “procurando ensinar e orientar sobre essas modinhas que aparecem e que não trazem benefício algum e, na maioria das vezes, podem ter consequências até mesmo fatais”.

(Com Universal/Andre Batista)

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