“Desculpe aqui os seguidores do presidente se essa é uma verdade inconveniente, mas essa agenda anticorrupção não teve um impulso por parte do presidente”, disse o ex-ministro

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro disse que o governo de Jair Bolsonaro se valeu de sua imagem de ex-juiz da Lava Jato para transparecer compromisso com o combate à corrupção, mas não atuou nesse sentido.

Desculpe aqui os seguidores do presidente se essa é uma verdade inconveniente, mas essa agenda anticorrupção não teve um impulso por parte do presidente”, disse Moro neste domingo (24.mai.2020) ao Fantástico (TV Globo). “O governo se vale da minha imagem, que eu tenho esse passado de combate firme contra a corrupção, e de fato o governo não está fazendo isso. Não é? Não está fortalecendo as instituições para um combate à corrupção.

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Moro deixou o governo há um mês, em 24 de abril, acusando o presidente da República de ter praticado interferência política na Polícia Federal por ocasião da demissão do então diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo. Na entrevista, o ex-ministro reforçou a acusação, e disse que se sentiu “desapontado” com Bolsonaro.

Nunca foi minha intenção prejudicar o governo de qualquer maneira. [….] Essa interferência vem num contínuo em que eu vi essa agenda anticorrupção cada vez mais esvaziada“, afirmou, citando como exemplos desse ato “contínuo” a postura de Bolsonaro em relação à transferência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Ministério da Justiça, a falta de apoio ao pacote anticrime e a falta de articulação em defesa das prisões após condenação em 2ª Instância.

(Com Poder 360)

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