Comerciantes palmenses durante protesto pacífico nesta quinta-feira, 28. Foto: Reprodução

O número de pessoas desempregadas em Palmas cresceu nos últimos meses, desde o início da pandemia do novo coronavírus. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho, só no mês de abril a capital registrou 2.196 demissões e apenas 808 pessoas conseguiram emprego.

Gianna Maria trabalhava como auxiliar de cozinha de um restaurante da capital, mas foi demitida há dois meses. Ela ainda não conseguiu o seguro-desemprego. “Dei entrada no Sine de Palmas, mas eles mandaram mensagem dizendo que eu não receberia por causa da demissão por força maior”, disse a mulher.

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Ela está preocupada já que, mesmo sem nenhuma renda, as contas não param de chegar. “Eu não gosto de ficar parada. A gente tem que trabalhar. Se você não trabalha, você não come, você não veste, você não faz nada”, disse.

O levantamento do Ministério do Trabalho aponta ainda que, no acumulado do ano, 9.294 pessoas perderam o trabalho em Palmas e 7.796 foram contratadas. Em todo o Tocantins, 21.138 pessoas foram demitidas e 20.114 começaram a trabalhar.

O número de demissões maior que de contratações pode estar relacionado com o fechamento do comércio. Por causa da queda nas vendas, Sônia Santos, que é dona de uma loja de roupas, foi obrigada a tomar algumas medidas. A empresa dela foi fechada.

“A minha loja está completando 70 dias de portas fechadas. Estamos realmente desesperados. Não sabemos mais o que fazer. Eu tenho quadro de funcionários com seis pessoas e todos estão, no momento, suspensos pelo programa do Governo Federal”.

Quem perdeu o emprego também sofre. Beatriz Oliveira trabalhou em uma fábrica de óculos por quatro anos, mas foi demitida durante a pandemia. “Eles deram férias para alguns, outros não. Outros colocaram no banco de horas. Eles começaram a tentar evitar uma demissão, mas infelizmente não conseguiram”, contou.

Desocupada e esperando novas oportunidades, Beatriz fica em casa e faz estudos diários da bíblia.

“É onde eu encontro a tranquilidade, a confiança em Deus. Saber que ele está cuidando de mim. Que tudo isso é um processo, uma fase e que ninguém está longe disso. Mas agora é confiar. Eu oro pedindo para que Deus cuide e organize as coisa”, comentou a jovem.

(Com G1 TO)

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