Redação JM Notícia

Deputado federal Eli Borges (SD-TO)

Nesta quinta-feira (25), o deputado federal Eli Borges (SD-TO) conseguiu ter sucesso ao liderar uma mobilização para barrar a votação de um projeto que poderia autorizar a realização de atendimentos que visam o aborto enquanto durar a emergência de saúde pública.

Estava pautado para hoje a votação do Projeto de Lei 1444/2020 que assegura, entre outras medidas, o direito ao aborto durante a pandemia do novo coronavírus.

O texto apresentado pela deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) recebeu vários outros projetos que estabelecem medidas emergenciais de proteção à mulheres e seus filhos que sejam vítimas de violência doméstica durante o isolamento social.

Saiba + Bolsonaro desautoriza minuta que considerava o aborto serviço essencial

Tramitando com prioridade, o texto ganhou relatoria da deputada Natália Bonavides (PT-RN) e tem em seu texto final, dentro do artigo 5º-D um ponto que diz garantir “o pleno funcionamento dos serviços essenciais de saúde para mulheres e meninas, incluindo serviços de saúde sexual e reprodutiva”.

A Frente Parlamentar Evangélica (FPE), da qual o deputado tocantinense faz parte, entende o PL 1444/2020 e outros textos que tramitam na Câmara formam o que eles chamam de “Pacotão do Abortoduto”.

Saiba + Ex-feminista revela como o aborto e a pornografia estão matando a cultura

O alerta que a FPE faz é que todos os textos usam o termo “direitos das mulheres ou direitos sexuais e reprodutivos” para conseguir aprovar de forma velada os procedimentos médicos abortivos.

Ciente disto, Eli Borges agiu rapidamente e conseguiu apoio para uma emenda que suprime do texto do inciso II do art. 5°-D. Com apoio dos parlamentares evangélicos o projeto foi retirado de pauta.

Emenda do deputado Eli Borges:

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here