Redação JM Notícia

Abraham Weintraub deixou o MEC para assumir a direção do Banco Mundial | Foto: Divulgação Presidência da República

Através de seu Twitter, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub fez um alerta a todos os cristãos brasileiros sobre a perda da liberdade religiosa.

Ele que precisou deixar o Brasil após ser perseguido por criticar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) acredita que os conservadores e cristãos serão fortemente perseguidos por suas convicções.

“Liberdade de expressão? De opinião? Já era! Liberdade de circulação? De trabalhar? Esqueçam! Liberdade para podermos educar nossos filhos? Não! Agora, qual será a próxima etapa rumo às trevas? Fim da liberdade religiosa? Total ou apenas para as que têm a Bíblia como base?”, questionou.

A postagem do ex-ministro traz a imagem de uma Bíblia Sagrada aberta. Ele, como evangélico, foi perseguido por suas opiniões desde que assumiu a pasta e hoje está nos EUA para assumir a diretoria do Banco Mundial.

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Em outro post do Twitter, Weintraub questionou se a liberdade de expressão realmente é para todos, menos para conservadores.

Ele foi inserido no inquérito das fakes news contra o STF por ter chamado os ministros de “vagabundos” e dizer que eles deveriam ser presoso. A declaração foi feita dentro de uma reunião privada que só chegou ao conhecimento público por conta da denúncia do ex-ministroda Justiça, Sérgio Moro, que afirmou que o presidente Jair Bolsonaro estaria interferindo na Polícia Federal.

Mas a fala de Weintraub sobre liberdade religiosa também pode ser interpretada pela recente decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tenta criar o “abuso de poder religioso” para impedir que líderes cristãos intervenham politicamente.

Abuso religioso?

A proposta do ministro Edson Fachin que sugeriu na última semana e visa cassar o mandato dos candidatos que receberem apoio público de igrejas ou lideranças religiosas.

Para o jornalista evangélico e gestor público Ricardo Costa, essa iniciativa é claramente uma tentativa de deixar os pastores e demais líderes religiosos, assim como todo o segmento, fora do debate político do país.

“Já temos tipificado em nosso ordenamento jurídico a figura do abuso do poder político e econômico, mas o ministro demonstra estar preocupado com a voz conservadora e tenta, por meio desse mecanismo, silenciar nossa voz”, disse ele ao JM Notícia.

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Outros líderes evangélicos do Tocantins contestam o projeto de Fachin como o pastor Robson Ciríaco, de Araguaína, que vê uma “ditadura do judiciário” se solidificando.

“Atualmente vivemos uma ditadura por parte de membros do poder judiciário. Os próprios ministros do Supremo agem contra a Constituição, aquela da qual deveriam ser os guardiões. E agora, para piorar, um de seus próprios membros avança de maneira mais direta contra a voz dos conservadores e do povo cristão do Brasil. Não podemos nos calar diante desta afronta“, disse Ciríaco.

Para o jurista e pastor Sebastião Tertuliano a proposta de Fachin não se sustenta diante da legalidade, pois “abuso de poder religioso” é uma expressão que não existe nas leis brasileiras.

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