Evangélicos reagem ao avanço do debate no TSE sobre o “abuso de poder religioso”

“Vemos mais uma vez o Judiciário querendo legislar. Não cabe a tipificação de uma figura inexistente na legislação”, diz o deputado Sóstenes Cavalcante

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O grupo já solicitou uma audiência com o ministro Edson Fachin, que defendeu no TSE a possibilidade de políticos responderem por essa prática já a partir da eleição deste ano.

A bancada evangélica articula reação ao avanço do debate no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  sobre o “abuso de poder religioso” se tornar motivo para a cassação de mandatos. 

O grupo já solicitou uma audiência com o ministro Edson Fachin, que defendeu no TSE a possibilidade de políticos responderem por essa prática já a partir da eleição deste ano. A expectativa é que o ministro receba integrantes da bancada na primeira semana de agosto, logo após o recesso do judiciário.

+ Líderes evangélicos no Tocantins contestam projeto do ministro Fachin sobre “abuso de poder religioso”

Após as sinalizações dadas pelo ministro em julgamento na semana passada no TSE, a Frente Parlamentar Evangélica se reuniu ontem de forma virtual para discutir estratégias. Uma das frentes de atuação será na corte, dizem. Deputados argumentam que não existe na legislação a previsão de abuso de poder religiosos e que já há restrições à atividade de igrejas durante as eleições, como propaganda de candidatos somente do lado de fora de igrejas e templos.

“Vemos mais uma vez o Judiciário querendo legislar. Não cabe a tipificação de uma figura inexistente na legislação”, diz o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), pastor da Assembleia de Deus. 

Outra frente deve ocorrer nas redes sociais. Muitos dos deputados têm presença frequente nas redes e relação com lideres religiosas populares na internet.

(Com CNN)

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