Mulheres cristãs da Etiópia e da Eritreia louvam em igreja improvisada no campo de refugiados, na França. (Foto: Reuters)
Mulheres cristãs da Etiópia e da Eritreia louvam em igreja improvisada no campo de refugiados, na França. (Foto: Reuters)

Desde abril, pelo menos 45 cristãos foram presos em Asmara, capital da Eritreia. As primeiras 15 pessoas foram detidas enquanto participavam de um culto doméstico. Elas foram levadas para a delegacia e depois se dirigiram para a prisão de Mai Serwa. Os 30 outros seguidores de Jesus foram presos durante uma cerimônia de casamento na última semana de junho.

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Segundo a associação Christian Solidarity Worldwide, o governo pode mascarar as verdadeiras razões das prisões utilizando a COVID-19 como desculpa, já que os réus teriam violado as medidas de restrições durante a pandemia. “Mas a reação é muito pesada. Por que detê-los em tais condições; por que não multa ou aviso?”, expressou Berhane Asmelash, diretora da Release Eritreia.

Território da COVID-19

O país, que é o 6º colocado na Lista Mundial da Perseguição 2020, possui uma lei que permite apenas a existência de igrejas ortodoxas, católicas e luteranas. Qualquer outra denominação não pode funcionar abertamente. Durante a crise da COVID-19, a situação dos presos cristãos ficou ainda mais crítica, já que as condições nas cadeias são precárias. De acordo com Berhane, as 48 mil pessoas que cumprem pena não recebem alimentação e as famílias estão proibidas de levar comida para os réus.

A organização de direitos humanos Red Sea Afar relatou casos em que as entregas de alimentos foram proibidas pelas autoridades e os insumos confiscados. Também informou o fechamento das instalações hospitalares na região sul do país, que afetou ainda mais a população, já castigada pelo encerramento das clínicas e hospitais administrados por cristãos em junho de 2019.

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