Este ano, até o momento, foram administradas 7.827 doses. Já no ano passado, a Semus vacinou 18.926 pessoas. Foto: Raiza Milhomem

Já está andamento em Palmas a campanha nacional contra o sarampo. Nesta etapa, o público é formado por pessoas de 20 a 49 anos. As doses estarão disponíveis nas 32 Unidades de Saúde da Família (USFs) da Capital, e serão ministradas até o dia 31 de agosto. Neste momento será utilizada a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). 

A campanha acontecerá de forma indiscriminada nesta faixa etária, independentemente da situação vacinal. Ou seja, todos devem tomar uma dose de vacina com o componente sarampo. “Mesmo se pessoa estiver com o calendário em dia, ela tem que tomar a dose”, completa a gerente da Central Municipal de Imunização de Palmas (Cemuv), Elaine Katzwinkel. 

Conforme a Secretaria Municipal da Saúde de Palmas (Semus), a mobilização nacional da vacina é determinada pelo Ministério da Saúde, que realiza a terceira fase da campanha em razão do avanço da doença no País. 

Segundo a pasta, nesta fase, a Semus continua a intensificação da imunização de crianças de 6 a 11 meses de vida, com a dose D, instituída pelo Ministério da Saúde. Isso porque paralelo à campanha de 20 a 49 anos, a secretaria também imuniza este público. Fora isso, rotineiramente a vacina está disponível no calendário vacinal de crianças a partir de um ano de idade.

Meta 

Ainda de acordo com a Semus, a estimativa populacional nessa faixa etária para Palmas é de aproximadamente 130 mil pessoas e a meta é atingir cobertura vacinal de no mínimo 95%. 

Este ano, até o momento, foram administradas 7.827 doses na Capital. Já no ano passado, a Semus vacinou 18.926 pessoas. 

A ação em Palmas deveria ter ocorrido no mesmo período da campanha da influenza 2020, mas a secretaria optou em não realizar naquele momento, para evitar aglomeração nas 32 salas de vacina da cidade. “Estas etapas da campanha se fazem necessárias em função da ocorrência de surtos em 16 estados do País, inclusive estados que fazem fronteira com o Tocantins, como é o caso do Pará, com elevado número de casos de sarampo nesta faixa etária, incluído óbitos”. 

No entanto, a gerente destaca que se a população estiver vacinada, a doença não se desenvolverá. “Portanto, precisamos manter elevadas as coberturas vacinais, só dessa forma estaremos livre da doença”, intensifica a gerente.

Doença 

Desde 2018, o Brasil é afetado por surtos de sarampo com registros de mais de 29.000 casos e 30 óbitos. Além disso, surtos ativos da doença continuam a ocorrer em 10 Estados da Federação. O sarampo é uma doença infecciosa grave, provocada por vírus e transmitida pela fala, pela tosse e pelo espirro e extremamente contagiosa, podendo ser contraída por pessoas de qualquer idade. 

Os doentes geralmente apresentam febre acompanhada de tosse; irritação nos olhos; nariz escorrendo ou entupido; mal-estar intenso. Em torno de três a cinco dias, podem aparecer outros sintomas, como manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas que, em seguida, se espalham pelo corpo. Após o aparecimento das manchas, a persistência da febre é um sinal de alerta e pode indicar gravidade, principalmente em crianças menores de cinco anos de idade.

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