Os caminhos para a educação são diferentes para cada indivíduo. Ter quem incentive é um diferencial. Mãe, pai, esposa, marido, avós, amigos… os verdadeiros influenciadores podem estar dentro da própria casa, à distância ou até mesmo dentro de si mesmo com uma boa dose de motivação interna, seja para uma criança de 10 anos ou para um adulto de 50.

Na casa da administradora e pedagoga Isabele Louise, 35, o estudo está presente na vida de toda a família: do caçula Romeo, de 3 anos, do Lorenzo, 10, e do esposo Carlos Eduardo, 41. Além de acompanhar bem de perto a rotina das crianças com as aulas, agora remotas, do 4º e 5º ano do Ensino Fundamental, Isabele também é a maior incentivadora dos estudos na sua casa.

Por causa dela, o esposo Carlos se formou em Engenharia Civil. Segundo ele, o apoio motivacional foi crucial para vencer as barreiras na conquista do diploma. “Ela sempre estava dizendo que eu era capaz”, lembra o engenheiro. “Passei bastante tempo estudando nas madrugadas e finais de semana”, destaca. Atualmente, Carlos estuda Matemática na modalidade EAD.

O filho mais velho do casal, o Lorenzo, está no ensino básico e é considerado um bom aluno. “Ele é responsável nessa parte, faz as atividades e corrige sozinho. Eu confiro e tiro dúvidas”, afirma a mãe. Em casa, a adaptação à nova forma de estudar está sendo bem administrada em família. Lorenzo tem aulas remotas da escola, de idiomas e robótica.

Já o caçula Romeo ainda não está na escola, mas os pais fazem questão de ensiná-lo, desde cedo, o valor da educação. “Em casa é muito natural. Eu cobro um pouco, nessa parte tem que ter controle porque, às vezes, me vejo cobrando muito”, pondera Isabele, que passa atividades para o filho em casa. “Eu era a caçula rebelde da família, que gostava de ficar no quarto lendo e ouvindo música, mas frequentava sebos e a biblioteca municipal”, justifica.

Ter quem incentive nos estudos é um diferencial para buscar e conseguir alcançar os objetivos, esse também é o caso da estudante Elisa Gonçalves, 24 anos. Em 2018, a universitária decidiu ingressar na faculdade e teve o incentivo da avó. Desistindo da graduação de Letras e matriculando-se no curso de Marketing contando com apoio de uma bolsa de estudo de 60%, foi a avó que teve papel decisivo para permitir que ela ingressasse em uma nova jornada acadêmica. “A minha avó sempre foi uma grande incentivadora na educação de todos os netos, apesar de só ter estudado até a quinta série porque morava na roça, pedi o dinheiro da pré-matrícula emprestado e ela nunca me deixou pagar”, conclui a estudante.

Fonte: Agência Educa Mais Brasil

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