Líder do centro de umbanda Ilê Asé Ofá de Prata, Alexandre Montecerrathe pede indenização por danos morais e exige a retirada do conteúdo do serviço de streaming.

A notícia parece antiga, mas não é. Um pai de santo assumidamente homossexual entrou com processo na Justiça contra o canal Porta dos Fundos. É pedido R$ 1 bilhão.

O motivo é o especial de Natal, lançado em dezembro de 2019 pela Netflix e que retrata Jesus Cristo como gay.

Líder do centro de umbanda Ilê Asé Ofá de Prata, Alexandre Montecerrathe pede indenização por danos morais e exige a retirada do conteúdo do serviço de streaming.

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De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, Montecerrathe entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro contra a produtora responsável pelo filme que satiriza a santa ceia. No longa, Jesus No longa, Jesus (Gregorio Duvivier) chega do deserto na companhia de um namorado, interpretado por Fabio Porchat.

Montecerrathe explicou que abriu o processo em nome do seu centro de umbanda
porque considerou o programa uma “afronta aos valores religiosos” e como
“homossexual” se sentiu “ofendidíssimo”.

“A produção mencionada traz o homossexualismo como uma chacota! Isso porque,
não é o simples fato de trazer um personagem de Jesus homossexual que ofende,
mas sim a forma de como aquele homossexual se comportou, o que foi,
nitidamente, descomedida e abusiva”, declarou o religioso em entrevista à
repórter Marta Szpacenkopf.

“Estamos tratando de religião, não é a particularidade da vida das pessoas, trata-se
de uma questão milenar, a qual não tem como, de forma alguma, ser objeto de
brincadeira”, completou o umbandista, que pede a retirada do conteúdo de humor
da Netflix para que outras pessoas que buscam por Cristo na plataforma de
streaming sejam “poupadas” do teor do especial de Natal.

“Uma pessoa que inocentemente escolhe o filme com o intuito de assistir algo com
cunho religioso, vai se deparar com uma sátira insultante e vergonhosa”, definiu
ele. O processo foi aberto na 4ª Vara Cível de Madureira, no Rio de Janeiro, mas a juíza
Sabrina Valmont já declinou competência para julgar o caso porque o endereço do
Porta dos Fundos é da área de Foro Central da capital carioca. Agora, a ação está na
26ª Vara Cível e aguarda decisão do juiz Marcos Antonio Brito.

Com Notícias da TV

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