O jogador Rony, da SE Palmeiras, disputa bola com o jogador Nikão, do C Atlhetico Paranaense, durante partida válida pela quarta rodada, do Campeonato Brasileiro, Série A, na Arena da Baixada. (Foto: Cesar Greco)

A prática de esportes é recomendada por especialistas e médicos durante a pandemia do novo coronavírus. A doença, que já vitimou mais de 120 mil pessoas somente no Brasil, fez com que parte da população adotasse o isolamento social e, com isso, restrigisse as atividades físicas.

Além disso, competições esportivas foram paralisadas. Torneios como Jogos Olímpicos e a Eurocopa foram adiadas para 2021, assim como a Copa América. Tudo isso para preservar a saúde de atletas, treinadores e trabalhadores envolvidos com esporte.

No Brasil, entretanto, a retomada do Campeonato Brasileiro se deu sem o arrefecimento da doença no país. Enquanto os casos do novo coronavírus seguem estáveis, com uma média de mil mortes por dia, a Confederação Brasileira de Futebol decidiu retomar as atividades.

O Campeonato Brasileiro está rolando, com jogos sem torcida presencial. Mesmo assim, os casos de coronavírus entre jogadores e dirigente tem sido rotina. Alguns clubes começam a reclamar e ameaçam uma nova paralisação da competição.

Para se ter uma ideia da gravidade dos fatos acontecidos até o momento, o Goiás chegou a ter o jogo de estreia no Brasileirão contra o São Paulo adiado em função de dez jogadores terem testado positivo no dia da partida.

O Vasco, um dos destaques da competição, ja teve 25 jogadores contaminados até o momento. O Corinthians, outro gigante do futebol nacional, já teve 23 atletas infectados pela doença.

A situação gera um clima de instabilidade também para clubes menores, que não possuem tanta infraestrutura, mas que foram obrigados a retornar para as competições em divisões inferiores, como as Séries B, C e D do Brasileirão.

“Daqui a pouco outros clubes podem ser acometidos do mesmo tipo de problema que nós fomos acometidos. Daqui a pouco, se essa desigualdade se alastrar, talvez fosse o caso de se criar uma regra com um número máximo de atletas afastados para esse jogo não acontecer”, afirmou o presidente do Goiás, Marcelo Almeida, em meados de agosto.

“Qualquer protocolo que a gente venha fazer, qualquer providência que a gente venha tomar, não vai atender 100% de segurança porque existe uma coisa entre memória imunológica, que é a diferença entre o contágio e a detecção pelos exames. Por mais que a gente tenha cuidado com os exames, essa janela pode permitir a contaminação sem a detecção” disse o médico do CSA, Fabio Lima.

“Como todo trabalhador que está indo pra rua, estamos em risco. Tento proteger minha família e procuro fazer a minha parte. E como líder e capitão do time, tenho influenciado também o meu grupo para que eles tenham essa consciência de se cuidarem ao máximo”, disse o zagueiro Danny Morais, do Santa Cruz.

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